Categoria: Parques de Minas

Parques Municipais, Estaduais e Federais.

  • Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

    Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

    O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu é uma Unidade de Conservação, criada em 1999 que tem como principal objetivo proteger este valioso patrimônio geológico e arqueológico existente nesta região. Com uma área de 56 448,32 hectares, está localizado a aproximadamente 45 km do município de Januária e 15 km de Itacarambi, na região norte de Minas Gerais. Com acessos fáceis, estradas pavimentadas e em boas condições é possível chegar até a sua sede.

    Abriga mais de 140 cavernas, mais de 80 sítios arqueológicos e pinturas rupestres, além da tribo indígena dos Xakriabás, região com evidências humanas que datam há 11 mil anos. Também é deste período, o registro de pinturas nas grutas e cavernas locais.  

    O Parque faz parte do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu, projeto que propõe a unificação de áreas de conservação ambiental existentes nas regiões Norte e Noroeste do estado por meio de corredores ecológicos. Ainda que os espaços estejam dispostos de forma isolada, o mosaico constrói um desenho geométrico que garante a conexão entre as partes. O Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu abrange um território de 11 municípios, 12 unidades de conservação e uma área indígena, composta por 32 aldeias do povo xacriabá, isso sem contar as comunidades quilombolas e outros povos tradicionais que vivem na região.

     

     

    Objetivos
    Foi criado com o objetivo de proteger o patrimônio geológico e arqueológico, amostras representativas de cerrado, floresta estacional e demais formas de vegetação natural existentes, ecótonos e encraves entre estas formações, a fauna, as paisagens, os recursos hídricos, e os demais atributos bióticos e abióticos da região.




    Descrição

    A região do Parque era anteriormente denominada Fazenda Retiro/Morro do Angú. Há registro da presença humana no vale de aproximadamente 11.000 anos atrás. Pesquisadores da UFMG já encontraram vários esqueletos humanos nesta região.

    O conjunto natural do Vale do rio Peruaçu, incluindo o cânion (vale cárstico), as cavernas e os sítios arqueológicos, é extremamente importante em nível nacional e internacional, havendo poucos locais no planeta que reúnam estes três atrativos de modo tão magnífico e comportando tantos interesses do ponto de vista científico como natural. Na Europa, África, Ásia, Oceania e nas Américas existem patrimônios espeleológicos e geológicos de grandes dimensões e beleza cênica, porém, nenhum se compara à riqueza integrada do Vale do Peruaçu, considerando-se os atributos arqueológicos associados. No âmbito mundial, a Gruta do Janelão parece ter apenas um concorrente, Deer Cave, no Parque Nacional de Mulu em Sarawak, Borneo. Esta caverna possui alturas e larguras comparáveis, além de ser um pouco mais extensa. Contudo, espeleólogos ingleses que conhecem ambas as áreas asseguram que a Gruta do Janelão, em termos cênicos, é infinitamente mais bela.

     

    Origem do nome Peruaçu

    Não se sabe ao certo qual a origem do nome atribuído ao vale – Peruaçu, mas conta-se na região que os índios historicamente ali localizados (Xacriabás, desde meados do século 16) assim o chamavam, tendo a seguinte conotação: Peru = buraco (vala, fenda); Açu = grande. Entende-se, dessa forma, que as referências podem ser relativas ao então denominado cânion ou às grandes cavernas formadas na rocha calcária no vale do Peruaçu.

     
    Patrimônio Paleontológico

    Com relação ao Patrimônio Paleontológico, não existem cavidades com maior ou menor potencial à ocorrência fossilífera. Fósseis podem ser encontrados em cavidades pequenas ou grandes, não sendo o tamanho um fator de pertinência qualitativa no âmbito paleontológico. Outros fatores, como posição, forma e tamanho da entrada, tipo de sedimento do piso, arquitetura do conduto que se segue à entrada, dentre outros, contribuem maciçamente para o aporte de material alóctone para o interior de uma cavidade.

    As cavernas do chamado grupo carbonático Bambuí são especialmente importantes no que diz respeito à fauna do período pleistocênico (que antecedeu o período atual – holocênico – e que finalizou-se a aproximadamente 10.000 anos), já que se desenvolveram principalmente neste período. Desta forma, levantamentos paleontológicos realizados em cavernas presentes na formação Bambuí contemplam basicamente animais deste período, e justificam-se pela necessidade de caracterização do passado.

     

     

    Vegetação

    O Parque apresenta extensas áreas com cobertura vegetal nativa em diferentes estágios de conservação. A área está na transição entre biomas caatinga e cerrado, com as formações vegetacionais: estepe, savana estépica, eavana, floresta ombrófila densa, floresta estacional semidecidual, floresta estacional decidual, áreas de tensão ecológica e formações antrópicas. Destacam-se na vegetação a aroeira-dosertão,a braúna, o pau-santo, a cabiúna-do-cerrado, o murici, o jatobá, o pequizeiro e muitas outras. São 1.072 espécies vegetais: um extinta em Minas Gerais, um em perigo de extinção, seis vulneráveis e 11 presumivelmente ameaçadas, além de espécies raras e desconhecidas.

    O Parque situa-se em uma área ocupada por formações de Floresta Decidual Estacional Montana, Floresta Estacional Semidecidual, Savana Arborizada e áreas de tensão ecológica entre Savana Estépica e Floresta Estacional.

     


    Fauna
    Na fauna destaque para as aves – mais de 250 espécies são encontradas na região do parque – entre elas a maritaca, a seriema, a maria-preta, o arapaçu, o cara-dourada, o arapaçu-do-São Francisc,o bacarau-do-São Francisco, o papagaio-do-peito-roxo, o balança-rabo-de-bico-torto, o pica-pauzinho-de-testa-pintada, a arapaçu-de-bico-de-cunha, o beija-flor-de-asa-de-sabre, a maria-cavaleira-pequena, a saíra-da-mata, a choca-do-nordeste, o bacurau-da-telha, a maria-preta-do-nordeste, o periquito da caatinga, o limpa-folha-do-brejo, o surucuá-de-peito-preto, o urubu-rei e o zabelê.

    Entre os mamíferos se destacam o veado-mateiro, o veado-galheiro, a jaguatirica, o  mocó, o mico-estrela, o tatu-bola, o tatu-canastra, o tatu-de-rabo-mole, a catira,  o tamanduá-bandeira, o tamanduá-mirim, a capivara, o lobo-guará, a raposa do campo, o cachorrodo-do-mato-vinagre, a onça parda, o gato-do-mato-pequeno, o gato-palheiro, a lontra, a anta e o porco-do-mato.

    O lagarto teiú, a perereca-amarela, a perereca-rouca,  a perereca-verde, a perereca-cabeçuda, o sapo intanha, a rã-da-mata, a rã-assobiadora, a rã-manteiga, a rã-do-campo, a rã-cachorro, a rã-do-cerrado, calango verde, camaleão-da-mata, cágado, cascavel, cobra-cipó, sucuri, cobra-da-terra e jararaca  são outros representantes da fauna local.

     

     Aspectos naturais

    O Parque Nacional concentra uma rica biodiversidade e um patrimônio espeleológico nos biomas Cerrado e Caatinga. As nascentes do rio Peruaçu fazem parte da área do Chapadão das Gerais, que deságuam na bacia do rio São Francisco.

    O rio Peruaçu é divisor natural dos municípios de Januária e Itacarambi, e sua bacia hidrográfica abrange os territórios dos municípios de São João das Missões, Cônego Marinho e Bonito de Minas.

    As nascentes do rio Peruaçu fazem parte da área do Chapadão das Gerais e o vale do Peruaçu esta inserido na região semi-árida, englobada pelo Polígono das Secas.

     

    O que ver e fazer

    Gruta do Janelão

    É a maior caverna do vale do rio Peruaçu possui 4.740m de extensão horizontal e 176m de desnível.Localiza-se no último segmento subterrâneo do rio Peruaçu. Apresenta setores com mais de 100m de altura em sua galeria principal. Na primeira metade da caverna abrem-se clarabóias, que permitem a entrada de luz e a formação de pequenas florestas em seu interior.Acesso por trilha em meia vertente, declividade suave a média; estado de conservação atual regular. Ocorrem obstáculos: árvores caídas, pontos de desnível abrupto, pontos de erosão.
    A gruta possui variados tipos de espeleotemas, grandes, pequenos, robustos e delicados, alguns inacessíveis, outros ao alcance do visitante. Nas áreas com iluminação natural ocorrem formações delicadas: travertinos, ninhos de pérolas, helictites, couve flor, escorrimentos etc. Zona escura extremamente vulnerável: ocorrência de pérolas de caverna, no piso, por grandes extensões. Sedimentos com estratigrafia preservada que podem ser perturbados por pisoteio.

    Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

    Lapa do Índio

    Localiza-se na depressão da Fazenda Terra Brava – sede velha, em área de pastagem, na base de um escarpamento calcário, cerca de 20 m de altura, alinhado na direção E-W. No local há ocorrência de uma faixa estreita de mata seca, fazendo a transição do capim para o paredão, onde é o acesso à gruta.
    O maior atrativo é a espetacular visão que se tem a partir da sua entrada em direção ao vale e à entrada da Gruta do Janelão, da Gruta do Falso Janelão, dos maciços calcários e da vegetação do entorno. Na entrada da gruta observam-se painéis de arte rupestre pré-histórica. No interior é possível observar vários espeleotemas de diversas formas e tamanhos, porém, em vista das pequenas proporções e notabilidade de suas galerias e espeleotemas, a gruta não é um dos grandes atrativos do Parque.
    A lapa é formada por calcários cinza bem estratificados. Possui projeção horizontal de 150 m, um desnível de 5 m e um padrão retilíneo e anguloso. A entrada formada por salão iluminado, cerca de 20 m de largura maior, condicionada por fraturas subverticais. Colunas, estalactites e estalagmites podem também ser observadas.
    A trilha de acesso apresenta declividade suave a mediana, passando por 2 tipos distintos de vegetação: uma área de antiga pastagem e outra de mata com árvores de porte médio, circundando o maciço calcário.
    O maior ponto de  vulnerabilidade e fragilidade da gruta são os painéis de arte rupestre e o sedimento do piso com potencialidade arqueológica, que se encontram na entrada. Infelizemente existem espeleotemas depredados em toda a gruta.
    A proximidade da trilha aos painéis de arte rupestre na entrada da gruta, pode propiciar o toque e a suspensão de material particulado, ocasionando danos aos registros pré-históricos. Na zona escura existe uma gama de espeleotemas, delicados e frágeis, como estalactites e estalagmites, travertinos, ninhos de pérolas, helictites, couve flor, escorrimentos, velas, colunas, canudos. As formações se encontram nas paredes, tetos e pisos, quase sempre ao alcance do visitante.

    Grau de dificuldade
    É considerada de risco médio, uma vez que, em seu interior existem zonas escuras, o que pode ser uma dificuldade para um visitante comum. Por outro lado acontecem passagens estreitas, com ocorrência de tetos baixos com estalactites e pisos escorregadios.

    Lapa Bonita

    Localiza-se na depressão da Fazenda Terra Brava – sede velha – extensa área de pastagem. A lapa está situada na base de um escarpamento calcário com cerca de 20 m de altura, alinhado na direção E-W. Uma faixa estreita de Mata Seca faz a transição do capim com o paredão, onde se tem acesso à gruta.
    O acesso se faz por trilha de conservação regular, com pontos de erosão, declividade suave a média, que passa por dois tipos distintos de vegetação. Há caminhamentos alternativos e desordenados. No interior da caverna detectadas marcas de visitação: como restos de fogueira e de carbureto. Pisoteamento intenso, inclusive sobre os espeleotemas, criando várias trilhas alternativas e desordenadas, especialmente no Salão Vermelho. Foram observados espeleotemas depredados por toda a gruta. A projeção horizontal de 420m e desnível de 15m, padrão retilíneo. Entrada formada por conduto com piso inclinado.
    A lapa apresenta uma gama variada de espeleotemas, em sua grande maioria, delicados e frágeis, como estalactites e estalagmites, travertinos, ninhos de pérolas, helictites, couve-flor, escorrimentos, velas, colunas, canudos, etc.
    A trilha de acesso à gruta não oferece nenhum risco ao visitante, porém, em época chuvosa pode se tornar escorregadia. Na entrada da gruta pode ocorrer a presença de transmissores de endemias como a leishmaniose.

    Grau de dificuldade
    O grau de risco é médio, onde com exceção do salão da entrada, a ausência de luz pode oferecer dificuldade para um visitante comum. A passagem (restrição) que separa o salão de entrada do interior da caverna oferece dificuldade, já que possui teto baixo com estalactites à altura da cabeça, desníveis abruptos e pisos escorregadios sobre blocos e escorrimentos.

     

    Lapa dos Cascudos

    Localiza-se no cânion do rio Peruaçu, entre as lapas do Arco do André e Troncos. Nas proximidades da entrada predomina a mata ciliar do rio Peruaçu, que se encontra bem conservada e estratificada.

    O acesso à gruta pode ser feito por dois trajetos: um pelo Arco do André e outro pela Lapa dos Troncos. O primeiro é mais difícil, declividade acentuada que segue, em sua maioria, por desmoronamentos com grandes blocos, grandes desníveis e pisos escorregadios. Estado de conservação atual é ruim, podendo piorar no período das chuvas. O segundo trajeto tem declividade suave a média, em 2 tipos distintos de vegetação. O estado de conservação atual é regular, com pontos de forte erosão. Trechos com deslocamentos de blocos e crescimento desordenado da vegetação, favorecendo o aparecimento de trilhas alternativas Alguns trechos podem ficar escorregadios no período de chuvas. Entrada e interior da caverna: detectadosvestígios de visitação, tais como tochas e fogueiras. O pisoteamento é intenso, inclusive sobre os espeleotemas, criando várias trilhas alternativas e desordenadas.

    O maior atrativo da Lapa é a forma e as grandes proporções da galeria, um majestoso túnel com praias, grandes desmoronamentos e o percurso do rio. A gradação de iluminação entre o exterior e a penumbra é visível na caverna. Dentro deste conjunto os espeleotemas tomam o papel de pano de fundo, mas os exemplares presentes podem despertar interesse.

    Grau de dificuldade
    As trilhas de acesso oferecem riscos ao visitante, via Arco do André existem trechos acidentados com riscos de quedas. Alguns trechos possuem forte inclinação e piso escorregadio. Alguns pontos são íngremes e ocorrem desníveis abruptos. Outro risco é a travessia do rio Peruaçu com risco para o visitante, na época das chuvas a travessia do rio se torna muito arriscada, devido ao aumento do volume de água. Nas entradas são detectadas presença de transmissores de endemias como a leishmaniose.

    No interior o risco é considerado médio, pois  tem pisos escorregadios e desníveis.

     

    Lapa dos Troncos

    Localiza-se a cerca de 120 m a jusante da Lapa dos Cascudos, na calha do rio Peruaçu; onde se destaca a mata ciliar, muito
    bem preservada.

    O rio Peruaçu flui em toda a sua extensão seguindo a direção norte – sul. O acesso pode ser feito por dois trajetos: Arco do André  – Lapa dos Cascudos a Lapa dos Desenhos. O primeiro é trilha acidentada com trechos de declividade acentuada, em blocos e em sedimentos. O estado de conservação atual é ruim, podendo piorar com as chuvas. O segundo tem declividade suave a média, que passa por dois tipos distintos de vegetação. Os trechos podem se tornar arriscados com as chuvas.  A travessia do rio pode ocasionar risco para o visitante. Nas entradas da gruta existe a presença de transmissores de endemias como a leishmaniose.

    O maior atrativo é a forma e as proporções da galeria, um túnel com praias, desmoronamentos e o percurso do rio. Na porção média da caverna o rio se alarga, formando um remanso. Deste ponto avista-se a clarabóia e as duas entradas, num cenário muito peculiar e de rara beleza. Dentro deste conjunto os espeleotemas tomam o papel de pano de fundo, mas os exemplares presentes podem despertar interesse. Toda a caverna foi considerada de grande interesse para visitação. No interior podem ser observados espeleotemas, como escorrimentos brancos.

    Grau de dificuldade
    A visita foi considerada de risco médio, uma vez que, em seu interior, existem dois pontos de travessia do rio Peruaçu, um com profundidade, na época de seca, em torno de 50cm e outra que pode atingir dois metros no período das chuvas.


    Lapa dos Desenhos

    Localiza-se no terço médio de um vale seco, afluente da margem esquerda do vale do rio Peruaçu. Nos arredores da caverna predomina uma floresta mista, envolvendo espécies subcaducifólias e deciduais. 

    A lapa possui 140m de projeção horizontal e 13m de desnível. Constituída por um conduto único, retilíneo, desenvolvimento da caverna, que se encontra bloqueado por sedimentos químicos – espeleotemas. A entrada, na forma de abrigo, é ampla e foi utilizada pelos homens pré-históricos daí a presença de imponentes painéis rupestres.

    Acesso é feito após a transposição de blocos e espeleotemas abatidos. Apesar de ser constituída por conduto único, a caverna tem passagens secundárias, individualizadas por depósitos químicos do tipo colunas e escorrimentos. A largura média do conduto principal é 20m. Há estreitamento no terço final.

    Os espeleotemas são expressivos na Lapa dos Desenhos. São freqüentes: colunas, estalactites, estalagmites, travertinos e escorrimentos.

    O maior ponto de vulnerabilidade e fragilidade são os fabulosos painéis de arte rupestre pré-histórica e o sedimento do piso com potencialidade arqueológica, os quais se encontram na entrada. A Lapa dos Desenhos possui em seu interior alguns espeleotemas frágeis, como estalactites e estalagmites, travertinos, ninhos de pérolas e colunas.

    Os maiores atrativos da Lapa dos Desenhos são os fabulosos painéis de arte rupestre pré-histórica que se encontram na entrada da caverna. No interior da gruta podem ser observados paleopisos e espeleotemas. As galerias oferecem algum atrativo, especialmente a visão que se tem do início da zona escura para o exterior.

    Grau de dificuldade
    A trilha de acesso não oferece grandes riscos ao visitante, porém, em época chuvosa pode se tornar escorregadia. Alguns trechos possuem forte inclinação, blocos soltos, drenagens sazonais e processos erosivos que dificultam o caminhamento. A travessia do rio Peruaçu pode ocasionar risco, especialmente na época de chuvas. Na entrada presença de transmissores de endemias como a leishmaniose.

    A visita da Lapa dos Desenhos foi considerada de risco médio, uma vez que, em seu interior, existe zona escura, o que pode ser uma dificuldade para um visitante comum. Alguns pontos são especialmente perigosos, como os grandes espeleotemas da entrada da caverna. Este conjunto de espeleotemas incita o visitante a subir na busca de um melhor ângulo para observar e fotografar as pinturas rupestres, o que pode ocasionar acidentes.

     

     

    Lapa do Cabloco

    Localizada em um paredão recuado na margem direita do rio Peruaçu. O local é cercado por pastagens, um pomar abandonado, como também ambientes em início de regeneração. Nas proximidades da lapa ocorre uma vegetação arbórea secundária. No final da trilha as formações florestais encontram-se bem conservadas.

    Caverna desenvolvida em calcários estratificados, sublinhados por filmes argilosos. O conduto principal no terço final é bloqueado por deposições químicas (colunas e escorrimentos). Apresenta uma largura média de 30m.

    A trilha não oferece grandes riscos, porém, em época chuvosa pode se tornar escorregadia. Na entrada da gruta pode ocorrer a presença de transmissores de endemias como a leishmaniose. A visita foi considerada de risco baixo para área de penumbra e início da zona escura, passando a risco médio/alto na zona escura, onde ocorrem desníveis abruptos e pisos escorregadios.

    Na extremidade sul, junto ao painel de arte rupestre, blocos soltos, com desníveis abruptos, formam área de alto risco potencial, podendo ocasionar acidentes aos visitantes.

    Os maiores atrativos são os painéis de arte pré-histórica da entrada. O interior é uma galeria única, com proporções médias, mas com muitos espeleotemas, entre eles, grandes escorrimentos, cortinas, travertinos, estalactites, estalagmites. A porção do fundo, com piso mais elevado termina em um notável conjunto de escorrimentos.

    Este conjunto motiva e justifica a visita ao interior da caverna e impressiona pela concentração de espeleotemas na zona escura.

     

    Lapa do Carlúcio

    Localiza-se na média vertente de um paredão do cânion do rio Peruaçu (margem esquerda). Nas margens da calha fluvial pode ser identificada uma mata ciliar. Ocorrem algumas árvores deciduais, influência da mata seca que a circunda. Na frente da caverna há pequena planície sujeita a inundações no verão. Após a transposição dessa planície e do canal fluvial, a entrada da caverna pode ser atingida através de um forte aclive formado por blocos abatidos.

    Acesso por trilha que se inicia em um antigo pomar abandonado, passando por 2 tipos distintos de vegetação: uma área de arbustos (carrasco), outra de mata ciliar do rio Peruaçu com árvores de grande porte e arbustos.

    A Lapa possui uma grande quantidade de espeleotemas frágeis, como estalactites e estalagmites, travertinos, ninhos de pérolas, cortinas e colunas. Essas delicadas formações se encontram nas paredes, tetos e pisos, quase sempre ao alcance do
    visitante.

    A trilha de acesso não oferece grandes riscos ao visitante, porém, em época chuvosa pode se tornar escorregadia. Alguns trechos possuem forte inclinação, piso escorregadio, blocos soltos, drenagens sazonais e processos erosivos que dificultam a
    caminhada. A travessia do rio Peruaçu pode ocasionar risco para o visitante, o que requer cuidados especialmente na época das chuvas. Na entrada da lapa pode ocorrer a presença de transmissores de endemias típicas da região como a leishmaniose.

    A visita da Lapa do Carlúcio foi considerada de risco baixo para área de penumbra e início da zona escura, com alguns obstáculos na descida inicial, passando a risco médio/alto na zona escura, apresentando alguma dificuldade para o visitante como passagens estreitas, pisos escorregadios e desníveis abruptos.

     

    Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

    Lapa do Rezar

    Localiza-se na margem esquerda do cânion do rio Peruaçu, em um vale secundário voltado para Sul, perpendicular à calha principal. Ao longo do rio nas proximidades da lapa, a mata ciliar é constituída por uma faixa estreita de vegetação arbórea, adjacente à floresta caducifólia em melhor estado de conservação junto ao escarpamento. A vertente de acesso à lapa apresenta forte declive.

    Possui em seu interior conjuntos de espeleotemas frágeis (estalactites, estalagmites, travertinos, ninhos de pérolas, colunas, escorrimentos, couve-flor). Essas delicadas formações se encontram nas paredes, tetos e pisos. Existem depósitos de sedimentos, capas estalagmíticas e outras formações no piso, os quais são frágeis em relação à perturbação por pisoteio. Foram registrados no interior da gruta fósseis de animais.

    Trilha de acesso com pouco risco ao visitante, porém, arriscada em época chuvosa. Trechos com forte inclinação, blocos soltos, drenagens sazonais e processos erosivos que dificultam o caminhamento. Travessia do rio pode ocasionar problemas para o visitante. Na entrada pode ocorrer transmissores de endemias (leishmaniose).

    A visita foi considerada de risco médio, uma vez que, em seu interior existem zonas escuras, o que pode ser uma dificuldade para um visitante comum. Existem trechos com blocos e escorrimentos com desnível abrupto. Os espeleotemas próximos aos painéis de pinturas são escorregadios e com grandes desníveis, podendo o visitante sofrer quedas. Também na zona de entrada, grandes blocos e rampas de desmoronamento oferecem risco ao visitante. Na clarabóia existe a possibilidade de queda de blocos, especialmente sob a borda.

    O pórtico, os painéis de arte rupestre na entrada, a bela visão do vale, as dimensões monumentais da galeria são os grandes atrativos da lapa. Na zona de entrada a clarabóia é um espetáculo com o contraste da luz na mata interior. No interior aparecem complexos conjuntos de espeleotemas com escorrimentos cristalinos, grandes estalagmites e estalactites, colunas, pérolas, travertinos, cortinas, entre outros.

    Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

    Arco do André

    Localiza-se no cânion principal do rio Peruaçu, entre o Brejal e Cascudos. Possui três entradas: duas localizadas nas extremidades do Arco; a outra constitui acesso secundário, fora da rota do rio. O local possui predominância de mata seca preservada. Na entrada sul existe presença de floresta semidecidual assentada na base do cânion. Na entrada norte aparece a mata ciliar.

    O imponente conjunto paisagístico em excelente estado de conservação. O afloramento rochoso exposto tem perfil sedimentar com mais de 100m de espessura.

    Ambas as trilhas de acesso ao Arco do André oferecem riscos ao visitante. Alguns trechos possuem forte inclinação, piso escorregadio, blocos soltos, drenagens sazonais e processos erosivos que dificultam o caminhamento. A travessia do rio Peruaçu pode ocasionar risco para o visitante o que requer cuidados especiais, pois podem ocorrer acidentes. Na entrada da lapa pode ocorrer a presença de vetores da leishmaniose.

    A maior parte da caverna apresenta trechos com risco médio devido, principalmente a ocorrência de pisos com declividades medianas, blocos soltos e trechos afóticos. Algumas áreas apresentam alto risco, principalmente devido a fortes declividades nos pisos, grandes blocos abatidos, desníveis abruptos e áreas com potencial de queda de blocos.

    Os grandes atrativos são: a dimensão da galeria principal, que segue o vale do rio com altura de 100 metros; a visão a partir do interior da gruta para a mata ao redor de sua entrada; no interior das galerias e na área da entrada secundária estão notáveis espeleotemas, escorrimentos, estalactites e estalagmites e a clarabóia com iluminação natural onde a luz natural penetra formando proporciona um espetáculo à parte.

     

    Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

    Portaria
    Rodovia MG135 – Praça Principal, s/ nº

    Distrito de Fabião I – Januária – Minas Gerais
    Telefones: 38 3623-1038 / 1042 / 1043

    Distância de Belo Horizonte

    650 km

    Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

    Como Chegar

    Via Aérea: 

    Trecho Belo Horizonte – Montes Claros. A partir do aeroporto de Montes Claros, o trajeto volta a ser feito por rodovia, conforme descrito abaixo.


    Via Rodoviária: 

    Partindo-se de Belo Horizonte, o acesso é pela Rodovia  BR 040 até o trevo para Curvelo; posteriormente à Rodovia BR 135 até  Montes Claros. Acesso, cortando a cidade (devidamente sinalizada), à  Rodovia BR 135, em direção a Januária. Cortando a cidade, acesso à Rodovia MG 135, sentido Itacarambi, por cerca de 53 km, até o Distrito de Fabião I, onde se localiza a atual Sede Administrativa do IBAMA e entrada do PNCP.

     

    Coordenadas

    Lat. -15.172464° e Long. -44.191932°

     

    Sede Administrativa

    Rodovia MG135 – Praça Principal, s/ nº

    Distrito de Fabião I – Januária – Minas Gerais

     

     

    IMPORTANTE

    Todas as visitas ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu devem ser previamente agendadas junto à gestão da Unidade.

    Você pode solicitar o agendamento através do email: cavernas.peruacu@icmbio.gov.br, devendo encaminhar o formulário de solicitação de agendamento preenchido. Verificaremos a disponibilidade da data proposta e retornaremos seu email, informando sobre a autorização.

    Para acessar os atrativos do Parque é necessário a contratação de condutor, sendo um condutor para cada grupo de 8 pessoas. Na Lapa Bonita, cada condutor pode levar apenas 5 visitantes. A contratação e agendamento do condutor é responsabilidade do visitante.

    Veja aqui a lista de condutores credenciados.

    Importante: o contato, agendamento e negociação de valores com o condutor de visitantes deve ser feito pelo próprio visitante antes da visita.

    Ressaltamos que a visita somente estará confirmada após o envio do email de confirmação.

    Clique aqui e veja o termo de conhecimentos de riscos. Mas se você vai fazer a trilha do Arco do André, clique aqui.

    HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO

    De segunda a domingo, de 08 às 18 horas, sendo que a entrada nos atrativos é permitida até as 15 horas.

    REGISTRO DE ENTRADA

    O visitante deve se identificar na sede do Parque, no Fabião I, onde encontrará com o condutor agendado, assinará o termo de conhecimento de normas e riscos e seguirá para os atrativos do Parque.

    Parque Nacional Cavernas do Peruaçu


    RECOMENDAÇÕES

    SEJA UM VISITANTE CONSCIENTE

    > Informe-se sobre as distâncias e grau de dificuldade das trilhas.
    > Observe as condições climáticas do dia da sua visita.
    > Percorra as trilhas com calçados fechados, reforçados e confortáveis. Chinelos, sandálias e saltos não são recomendados para caminhadas em trilhas.
    > Leve sempre protetor solar, chapéu, repelente, capa de chuva, água e um lanche.
    > É recomendável portar lanternas, calça comprida e blusa de manga comprida.
    > Beba muita água: a desidratação é uma causa comum de mal estar nas trilhas.
    > Obedeça as normas do Parque Nacional mantendo-se nas trilhas sinalizadas.
    > Atividades em ambientes naturais apresentam riscos, como: presença de animais peçonhentos, risco de perder-se, machucar-se, afogar-se, entre outros.
    > Esteja preparado para as adversidades em caso de acidentes ou incidentes.
    > O Parque não possui serviço de resgate. Não se arrisque!
    > É obrigatória a contratação de um condutor de visitantes e o uso de capacete para acessar as grutas do Parque.

    Acesse o Guia de Conduta Consciente em Ambientes Naturais

    Confira outras informações neste portal, dentro da página da UC.

     

    Referências

     

  • Parque Estadual do Itacolomi

    Parque Estadual do Itacolomi

    Criado em 14 de junho de 1967, por Lei nº 4495

    Área de 7.543 hectares.

    Unidade de Conservação com administração do Instituto de Estadual de Florestas.

    Localizado nas cidades de Ouro Preto e Mariana, no centro do Estado de Minas Gerais, no sudoeste do Quadrilátero Ferrífero, no Caminho Novo da Estrada Real, na porção Sul da Cordilheira do Espinhaço.

    Seu nome é em homenagem ao seu Pico, Itacolomi “Pedra Menina”, com 1772 de altura, ponto de referência para os primeiros exploradores, os Bandeirantes, que chegaram à região por volta de 24 de junho de 1698, o célebre Antônio Dias de Oliveira. Deixaram uma construção chamada de Casa Bandeirista, datada entre 1706 e 1708, em estilo colonial, com paredes em adobe e pau-a-pique, com base de pedra. Segundo consta ser a primeira com o objetivo de cobrar os impostos devidos à Coroa Portuguesa, um bem famoso era o Quinto, isto é, a quinta parte, 20% do ouro apurado na Natureza deveria em tese ser revertido a Coroa, na maioria das vezes não era feito.A mesma fica a 1.200 metros de altitude a 100 metros do Centro de Visitantes. Marco histórico e cultural.

    Altitude no Parque varia entre 700 a 1772 metros de altitude.

    Sua beleza é cênica, com rica biodiversidade e geodiversidade.

    No século XX, existiu na área onde hoje está o Parque, a Fazenda do Manso, que era grande produtora de chá de extrema qualidade, quase tudo era exportado para a Europa, principalmente a Alemanha, de onde veio todo o maquinário para o beneficiamento das folhas. O Parque mantém o Museu do Chá, que conta essa linda história da região de Ouro Preto, das funcionárias que vinham do distrito de Lavras Novas, distante 12 km da sede do Parque, seguindo o Caminho Novo da Estrada Real. Vários vídeos, maquinário original, vale a pena visitar e aprofundar o conhecimento desta bebida que é uma das mais conhecidas e consumidas do Mundo a séculos.

    Infraestrutura

    O Parque possui as seguintes infraestruturas e equipamentos:

    • Portaria;
    • Espaço de credenciamento dos visitantes;
    • Centro de visitantes com exposição permanente sobre a biodiversidade e cultura local;
    • Auditório;
    • Casa Bandeirista, Museu do Chá (espaços com exposições permanentes);
    • Capela de São José (capela de meados do séc. XX);
    • Área de camping com capacidade para 30 barracas ou 120 pessoas;
    • Área de convívio com quiosques, 4 churrasqueiras, mesas e bancos, parquinho e quadra de areia;
    • Banheiros e Vestiários masculino e feminino;
    • 4 casas alojamento com capacidades para até 8 pessoas cada;
    • 1 Casa do Pesquisador;
    • Residência funcional institucional;
    • 1 Casa de Hóspedes com capacidade para 13 pessoas;
    • Trilhas estruturadas e sinalizadas em português;
    • Restaurante (fechado: em processo de licitação).

     

    Horário de Funcionamento

    A visitação acontece de terça a domingo, das 8h às 17h, o credenciamento é realizado até as 16h.

     

    Como chegar

    Partindo de Belo Horizonte, seguir pela BR 040 por 30km, sentido Rio de Janeiro, até o trevo de acesso à BR 356, a Rodovia dos Inconfidentes, pela qual deve se seguir até Ouro Preto. Após a entrada da cidade, seguir pela rodovia em direção à Mariana por aproximadamente 7km até o trevo onde se localiza o Hospital Santa Casa Misericórdia e a portaria do parque, num percurso total de 110Km.

    O acesso é pavimentado e asfaltado, existe sinalização desde a BR 040, trevo para estrada dos Inconfidentes. Da portaria do parque até o centro de visitantes são 5 km de estrada de terra, velocidade máxima de 30km/h. Os veículos devem ficar nos estacionamentos existentes.

    Existe transporte público do centro de Ouro Preto passando próximo a portaria do Parque: linhas de ônibus Cooperouro, Pocinho ou Hospital; e taxi lotação sentido bairro Bauxita.

    Localização

    Obs: Partindo de Lavras Novas, deve-se seguir pela MG-129, estrada de Ouro Branco, num percurso de 18Km até a portaria.

     

    Contatos e Endereço

    E-mail: peitacolomi@meioambiente.mg.gov.br

    Tel: (31) 3551 6193

    Endereço: BR 356, km 97.6, em frente o trevo do Hospital Santa Casa, Ouro Preto, MG CEP: 35.400-000.

     

    Ingressos e Tarifas

    O valor da entrada é R$20,00 por pessoa.

    O valor da diária para o uso da infraestrutura é:

    Uso de infraestrutura (Diária)  
    Camping   R$ 40,00 por pessoa
    Alojamentos Capacidade até 4 pessoas   R$ 50,00 por pessoa
      Capacidade até 8 pessoas   R$ 40,00 por pessoa
    Auditório – capacidade de até 100 pessoas   R$ 500,00

     

    O que ver e fazer

     

    Casa Bandeirista

    Construída entre 1706 e 1708 para servir de posto fiscal no tempo da exploração aurífera – no local era feito o recolhimento do quinto – por isso é considerada como o primeiro prédio público do Estado.  A 1.200 m de altitude, é uma das mais importantes construções remanescentes da influência paulista na arquitetura rural mineira, legado dos bandeirantes do início do século 18. Em 1998, a edificação e todo seu entorno foram tombados.

    Localização: 100m de distância da sede do parque.

     

    Capela de São José

    Construída em meados do século 20, sob a recomendação de um padre após relatos de aparições de almas penadas nas imediações e de um estranho comportamento de mulas e cavalos que, ao passarem pela região, empacavam e se recusavam a seguir adiante. Hoje, a capela chama a atenção por possuir uma Via-Sacra diferente, feita por artistas plásticos ouropretanos que utilizaram materiais colhidos na natureza para sua confecção.

    Localização: 250 m da sede do parque.

     

    Museu José de Salles de Andrade – Museu do Chá

    Também conhecido como Museu do Chá. Situa-se na antiga Fazenda São José do Manso, que foi polo produtor de chá na primeira metade do século 20. Grande parte do maquinário alemão utilizado se encontra ainda no galpão e é hoje a principal parte da exposição. Um documentário sobre a história do produto desde a sua origem, na China, até a introdução na região de Ouro Preto é exibido para os visitantes. Há também além de informativos sobre processos de produção, exposição de fotos e curiosidades sobre o cultivo e costumes da época áurea do chá.

    A Fazenda São José do Manso é tombada pelo IEPHA

    Registrada na categoria de Bem Imóvel-Século 18

    Inscrição: Homologação Data: 22 de setembro de 1998

     

     

    Represa do Custódio

    Construída na década de 1940. Situa-se a 7,6 km de distância da sede do parque, no distrito de Lavras Novas. Bom para apreciação da vista, mas não é permitido o banho ou a prática de esportes náuticos.

    Grau de dificuldade: médio

     

     

    Trilha do Mirante do Custódio

    Durante o percurso é possível observar a fauna e flora da região. Do mirante, avista-se a represa do Custódio, localizada no distrito de Lavras Novas.

    Extensão:4,6 Km

    Tempo:1h30

    Grau de dificuldade:médio

     

    Trilha do Forno

    A trilha percorre uma área de mata atlântica, com partes encharcadas e alagadiças, no final do percurso, um antigo forno que pertenceu à Olaria Roque Pinto, no século 19.

    Localização:400 m do centro de visitantes

    Extensão:1,2 Km

    Tempo:1h

    Grau de dificuldade:baixo

     

    Trilha da Capela

    Perpassa uma área que sofreu significativa interferência humana na primeira metade do século 20, com extensas plantações de chá e cultivo de eucalipto. Durante o percurso, avista-se os diferentes tipos de vegetação e de solo existentes no parque.

    Localização:100m do centro de visitantes

    Extensão:1,4 km

    Tempo:1h

    Grau de dificuldade: baixo

     

    Trilha da Lagoa

    Circunda a região da lagoa da Capela, passa por áreas planas e alagadiças, com vegetação predominante de mata atlântica.

    Localização:200m do centro de visitantes.

    Tempo:20 minutos

    Grau de dificuldade:baixo

     

    Lagoa da Capela

    Área destinada para banhos e prática de tirolesa. Possui dois deques, um na borda e outro flutuante.

    Localização:200 m da sede.

     

    Trilha do Pico do Itacolomi

    Reverenciado pelos indígenas, que o consideravam o filho da montanha, o pico encontra-se a 1.772m de altitude. Dele tem-se uma vista de 360º, que abrange o relevo composto por mares de morros e as serras do entorno e vales. O Itacolomi servia como referência para os primeiros colonizadores da região e hoje é um dos símbolos da cidade de Ouro Preto.

    O nome “itacolomi”, de origem indígena, tem duas versões. Uns dizem que vem de “itacurumim” que, na língua dos índios cataguases, significa “a pedra e o menino”, devido ao fato da configuração natural do relevo possuir uma pedra grande, que seria a mãe, e uma menor ao seu lado, que seria o filho. 

    As visitas guiadas ao pico do Itacolomi serão realizadas com agendamento prévio no Centro de Visitante. 

    Extensão:7,6 Km

    Tempo:2h30

    Grau de dificuldade:alto

     

    Relevo

    Têm destaque os afloramentos rochosos nos campos de altitude e platôs com declives, como a serra do Trovão, a de Lavras Novas, a do Cibrão e o pico do Itacolomi, 1.772 m de altitude.

    Hidrografia

    A região tem um dos maiores potenciais hídricos de Minas Gerais, uma vez que duas das maiores bacias hidrográficas do país têm parte de suas nascentes na região: São Francisco (Velhas) e Doce. Dentro de seus limites, o parque abriga diversas áreas de nascentes, que formam o ribeirão do Carmo e o rio Gualaxo do Sul, ambos componentes do chamado alto rio Doce, rio Acima, ribeirão Belchior, córregos do Manso, dos Prazeres, Domingos, do Benedito.

     

    Clima

    Com verão agradável e inverno frio, com cerração e geadas, a estação das chuvas se estende de novembro a março. Durante o ano, a temperatura máxima costuma ser de 32ºC e a mínima, de 4ºC.

     

    Vegetação

    Em uma zona de transição entre floresta atlântica e o cerrado, o local possui relevo acidentado. Coberto por uma vegetação bastante diversificada abriga campos rupestres, florestas de candeias, as quaresmeiras nas matas ciliares, e possui grandes áreas remanescente da floresta atlântica. Nas partes mais elevadas das montanhas aparecem os afloramentos rochosos com as famosas canelas de ema.

    A flora conta com espécies como o samambaiaçu-imperial, o pinheiro-do-paraná, a braúna-preta e o jacarandá-da-bahia. Figuram também a pindaíba, a arnica-da-serra, a orquídea e a douradinha. Os principais fatores que ameaçam estas espécies são a coleta predatória, a destruição do hábitat natural, populações pequenas, isoladas e em declínio e área de distribuição restrita. 

     

    Há também espécies endêmicas como a orquídea Habenariaitacolumia e o arbusto Cybianthusitacolomyensis, ambos sem nome popular.

    Fauna

    Destacam-se belas espécies como o tamanduá-bandeira, o tamanduá-mirim, a onça-parda (Puma concolor), a jaguatirica, o gato-do-mato-pequeno,o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), o porco-do-mato e a lontra. Já os endêmicos incluem o gambá-de-orelha-preta, a cuíca-de quatro-olhos, o ouriço-comum e o macaco sauá, mico, tatu, paca, capivara, gato mourisco e do mato, siriema, gavião pinhé e carcará, maritaca. 

     

    Segundo o Instituto Estadual de Florestas (IEF), foram catalogadas mais de 200 espécies de aves na localidade, dentre elas: jacu-açu (Penélope obscura), o saí-andorinha (Teresina viridis,) a ave-pavó (Pyroderus scutatus), o andorinhão-de-coleira (Streptoprocne zonaris) e vários beija-flores.

     

    Orientações

    O Parque do Itacolomi, de acordo com o site TripAdvisor, é um dos atrativos mais buscados em Ouro Preto. A Trilha dos Sentidos faz parte do projeto para o parque ser referência em acessibilidade e receber idosos e pessoas com necessidades especiais.

    Para hospedagem em suas instalações é necessário agendamento prévio através do e-mail do parque.

    Os alojamentos possuem toda estrutura para hospedagem:

    1. 3 casas que comportam até 8 pessoas: quarto 1 com 2 beliches; quarto 2 com 2 beliches; banheiro, cozinha / sala com mesa, fogão e geladeira. 
    2. 2 casas que comportam até 6 pessoas: quarto 1 com 1 beliche e 1 cama de solteiro; quarto 2 com 1 beliche e 1 cama de solteiro; banheiro; cozinha / sala com mesa, fogão e geladeira.  
    3. 1 Casa do pesquisador que comporta até 10 pessoas: quarto 1 com 2 beliches; quarto 2 com 2 beliches; quarto 3 com 1 cama de casal e banheiro; sala; copa; banheiro; e cozinha com geladeira e fogão; (a casa do pesquisador tem uso prioritário para pesquisadores, podendo ser reservada conforme disponibilidade).
    4. Área de camping

    OBS: O restaurante está temporariamente sem funcionamento. Traga sua alimentação.

    É necessária a apresentação do cartão de vacinação para entrada no parque e que foi imunizado contra a febre amarela com prazo de 10 dias de antecedência a visita no parque.

     

    Mídias Sociais:

    @parquedoitacolomi

    @peitacolomi

     

     

    Referências:

    http://www.ief.mg.gov.br/component/content/article/193-parque-estadual-do-itacolomi

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Estadual_do_Itacolomi

    https://www.ouropreto.com.br/atrativos/ecoturismo/parques/parque-estadual-do-itacolomi

    https://www.ouropreto.com.br/atrativos/ecoturismo/parques/parque-estadual-do-itacolomi

  • Parque Estadual Mata do Limoeiro

    Parque Estadual Mata do Limoeiro

    Localizado na parte sul do Complexo do Espinhaço, única Cordilheira do país, Reserva da Biosfera pela UNESCO, desde 2005.  

    Está no distrito de Ipoema, cidade de Itabira, de Carlos Drummond de Andrade, no Caminho dos Diamantes da Estrada Real. 

    Parque  criado em 22 de março de 2011, aberto ao público no final de 2013. 

    Possui uma área de mais de 2.056 hectares, fazendo divisa com duas Unidades de Conservação, uma delas é a APA Morro da Pedreira e a 7 km está o Parque Nacional da Serra do Cipó.  

    Estando a 90 km de Belo Horizonte, a 672 km de São Paulo e a 550 km do Rio de Janeiro. 

    Seu nome vem da antiga fazenda que existia na área do atual parque.  

    O Parque se encontra na sub bacia do córrego Macuco (bacia do Rio Doce). 

    Conta com alto grau de endemismo, grande diversidade biológica.  

    Biomas do Parque: Cerrado e Mata Atlântica. 

    Dentre vários projetos que o Parque promove e executa com exido está o “ECO FOLIA”, que prega a conscientização ambiental para os visitantes em grandes feriados e datas comemorativas. 

    Relevo
    O local é desnivelado, com colinas e morros convexos, e alinhamento de cristas. Os topos encontram-se entre 850 e 900 m de altitude, em média. As cristas os ultrapassam e atingem até 1.300 m de altitude. 

    Clima
    O clima característico é o tropical com inverno seco. Apresenta estação chuvosa no verão, de novembro a abril, e nítida estação seca no inverno, de maio a outubro (julho é o mês mais seco). A temperatura média do mês mais frio é de 18ºC. Contudo, o clima pode apresentar-se bastante variável, pois há regiões em que a temperatura média anual ultrapassa os 24º C. 

     

    Vegetação
    A principal fisionomia vegetal é composta por florestas que perdem parte da folhagem na época seca. Também são encontradas outras formações vegetais em menor proporção, como a mata de candeia (comum nas regiões de relevo acidentado de Minas Gerais) e os ambientes úmidos formados por várzeas (ambientes nos quais as espécies vegetais apresentam a capacidade de resistir à submersão permanente ou temporária).
    O conjunto de fatores de ocupação histórica conferiu à paisagem da região um caráter de mosaico, onde as fisionomias vegetais nativas são representadas por fragmentos de mata mesclados entre áreas de pastagem. 

     Na região, podem ser observados trechos de mata atlântica e do cerrado, o que confere grande diversidade biológica. Já foram identificadas espécies raras, hoje em dia, da flora como a samambaiçu, a braúna-preta e o jacarandá-caviúna (uma das mais valorizadas madeiras brasileiras). Elas variam entre 15 e 25 m de altura e seus troncos são rijos, negros e resistentes. 

     Outras espécies de árvores presentes são o jequitibá, o gonçalo-alves, o vinhático, o pau-d’óleo, a garapa, os jacarandás, o ingá, o angico, a canela e o araticum. Algumas produzem flores que se tornam bastante ornamentais, como quaresmeira, o ipê amarelo e a canafístula. 

     

    Parque Estadual do Limoeiro

    Fauna
    Entre as espécies da fauna, já foram observadas espécies raras, como o rato-do-mato e o gambá-de-orelha-branca, presentes somente em áreas de mata atlântica. Também é possível encontrar o ameaçado pirapitinga (peixe de médio porte; sua espécie é endêmica às bacias dos rios Doce e Jequitinhonha), o cágado-d’água-da-serra (espécie semi-aquática de água doce, endêmica de regiões serranas de mata atlântica do sudeste e porção sul da região Nordeste do Brasil) e o gavião-pega-macaco (espécie encontrada em florestas úmidas de todo o país, especialmente na mata atlântica e na floresta amazônica, e que sobrevive em grande parte do Sudeste). 

    O que ver e fazer 

    Cachoeira do Derrubado
    A cachoeira conta com uma queda d’água imponente, com altura de mais de 40 m, e um poço propício para banho em épocas secas. Na parte baixa, é possível cruzar o córrego do Macuco em direção à comunidade do Cedro. 

    Localização: 4,5 km da sede do parque.
    Tempo: 60 minutos 

    Cachoeira do Gabriel
    A queda d’água possui 2 metros de altura e forma um pequeno poço com água de cor amarelada, devido à presença de matéria orgânica em decomposição mineral da rocha. 

    Localização: 2 km da sede do parque. 

     

     

    Cachoeira do Paredão
    São três corredeiras e poços propícios para banho, principalmente em períodos secos, uma vez que em períodos de chuva o local fica perigoso por causa do aumento do volume de água. 

    Localização: 3,3 Km de distância.
    Tempo: 45 minutos 

    Cascata do Limoeiro
    Inúmeras quedas d’agua e poços propícios para banho compõem o local, que os moradores chamam de “coração da mata do Limoeiro”. 

    Localização: 3,4 km de distância da sede do parque.
    Tempo: 50 minutos 

    Circuito Limoeiro Bike
    Dentro dos limites do parque há uma trilha para ciclistas pela qual é possível passar próximo à cachoeira do Paredão e à cascata do Limoeiro. Durante o percurso, encontram-se pequenas corredeiras e obstáculos naturais. 

    Extensão: 8,3 km
    Tempo: 45 minutos
    Grau de dificuldade: médio 

    Gruta do Limoeiro
    A gruta é abrigo para animais de portes pequeno e médio e local de habitação de morcegos. É comum ver pegadas de animais que utilizam o espaço. A visitação só é permitida com a autorização da gerência do parque e com acompanhamento de guia para não comprometer a fauna local. 

    Localização: 4,8 km de distância da sede do parque. 

    Lagoa do Limoeiro
    Área circundada por fragmentos de florestas. Possui um pequeno curso de água com corredeiras e flora sobre o lençol d’água. A extensão da lagoa é de 30 m.
    Localização: 6 km de distância da sede do parque. 

    Lagoa do Sítio Jorge
    O ponto é propício para observar espécies da fauna e da flora aquática da mata atlântica. Os banhos não são permitidos e as regras de visitação devem ser observadas no regulamento do parque. 

    Localização: 3,2 km de distância da sede do parque. 

    Mirante do Alto Campestre
    Do mirante, avista-se a região da cachoeira Alta, incluindo a queda de água, o morro Redondo e boa área do parque. É o mirante com maior amplitude de visão. 

    Encontra-se à margem da estrada do Campestre, localizada próximo aos limites do parque e da comunidade do Campestre. É possível chegar até o local de carro. O mirante está situado a 8 km de distância da sede do parque. 

    Mirante do Campestre
    Do mirante, avista-se boa parte da mata do Limoeiro e é possível escutar as cachoeiras. Localiza-se à margem da estrada do Campestre. É possível chegar até o local de carro. 

    Localização: 7,5 km de distância da sede do parque. 

     

    Mirante do Lobo
    Do mirante, avista-se a região da cachoeira Alta, incluindo a queda d’água, o morro Redondo e boa área do parque. Localiza-se à margem da estrada do Macuco, nos limites do parque. É possível chegar até o local de carro. 

    Localização: 8,5 km de distância da sede do parque. 

    Mirante Mata do Segredo
    Do mirante, avista-se a área do parque, a cachoeira Alta, o morro Redondo e a serra dos Alves. Está localizado à beira da estrada que leva à comunidade de Laranjeiras; a subida da estrada até o mirante tem extensão de 25 m. É possível chegar até o local de carro. 

    Localização: 3,5 km
    Grau de dificuldade: baixo 

    Parque Estadual Mata do Limoeiro

     

    Trilha do Bosque
    Inicia-se próxima à portaria do parque e é uma boa opção para crianças e adultos, por não oferecer dificuldades. No decorrer do passeio, é possível acessar um poço propício para banho e visualizar as corredeiras do ribeirão Macuco. 

    Extensão: 722 km 

    Passeios pelos arredores 

    Cachoeira Alta
    Queda com 100 m de altura e que forma poço próprio para banho.
    Abriga paredões rochosos. Ao redor há camping, banheiros, restaurante, casa para alugar, espaços de lazer e tirolesa. Possui acesso de veículos. Localiza-se em propriedade particular e é necessário pagar ingresso para entrar. 

    Localização: 7 km de distância do parque. Ponto de referência: próximo do morro Redondo. 

    Cachoeira Boa Vista
    Composta de quedas d’água que, juntas, somam 60 m de altura. As águas descem entre as pedras formando corredeiras e piscinas naturais. A cachoeira impressiona os visitantes pelo grande volume de água e pelo desenho que o rio do Tanque delineia em meio às formações rochosas. É permitido banhar-se. O local não possui infraestrutura. 

    Localização: 7 km de distância da sede do parque. Às margens da estrada das Laranjeiras, próximo da comunidade de Boa Vista. 

    Cachoeira do Patrocínio Amaro
    O complexo de cachoeiras do Patrocínio Amaro está localizado em propriedade particular. No entorno há banheiros, bar e restaurante. Tem acesso para veículos. Entrada paga. 

    Localização: 10 km de distância do parque. Ponto de referência: próximo ao acesso para o morro Redondo. 

    Morro Redondo
    Mirante natural com 1.224 m de altura. Possui uma pequena capela, um monumento, um portal de entrada e uma casa que serve como infraestrutura de apoio à atividade turística na região. O local tem acesso para veículos. 

    De lá, avista-se a mata do Limoeiro, a serra dos Alves, a região da cachoeira do Patrocínio Amaro e a serra do Caraça. O morro Redondo é uma das elevações residuais componentes da cadeia do Espinhaço. Devido à altitude, constitui a área rica em exemplares da flora dos campos rupestres e campos limpos. 

    Localização: 7,5 km do parque. 

    Museu do Tropeiro
    O museu ocupa uma casa do século 18 e possui mais de 600 peças entre documentos, vestimentas e artefatos usados pelos tropeiros. 

    Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 8h30 às 12h e das 13h às 17h. Domingos e feriados, das 9h às 12h e das 13h às 16h. 

    Endereço: travessa Manoel Soares, 127 – em frente à rodoviária do distrito de Ipoema.
    Telefone: 31 3839-2991 

    Entrada gratuita 

    Serra dos Alves
    É um dos principais povoados da região e importante destino turístico do município de Itabira. 

    Conta com infraestrutura de hospedagem, mercearia, bares, restaurante e casas para alugar. O entorno compõe-se de formações serranas e cachoeiras. 

    A vertente leste da serra do Espinhaço meridional possui cerca de 1.400 m de altura e um mirante, do qual é possível avistar localidades da região de Nova União, Caeté, Bom Jesus do Amparo, dentre outras. 

    Órgão responsável pelo parque
    Instituto Estadual de Floresta – IEF
    Rodovia Papa João Paulo II, 4143 – Serra Verde
    1º andar do Edifício Minas – Cidade Administrativa – Belo Horizonte
    CEP 31630-900 

    Telefones: 31 3915 1752 / 3915 1507
    Diretoria de Áreas Protegidas
    Telefone: 31 3915-1345
    Diretoria de Unidades de Conservação
    Telefone: 31 3915-1381
     

     

    Dicas
    > A melhor época para visitar o parque é de março a novembro, uma vez que, no período chuvoso, o volume de água aumenta consideravelmente e impõe risco aos visitantes. Várias cachoeiras não podem ser visitadas com chuvas e o visitante deve informar-se com a administração do parque. 

    > O morro Redondo é um local especial pela sua expressividade religiosa e cultural em diversas épocas do ano, em especial na Caminhada de Santa Cruz, que atrai centenas de turistas anualmente. A romaria acontece no primeiro sábado do mês de maio. São 13 km de percurso de Ipoema até o morro Redondo. A festa de Santa Cruz acontece no dia 3 de maio. 

    > A festa de comemoração do aniversário do Museu do Tropeiro acontece no último fim de semana do mês de março.
    > Antes de percorrer trilhas, o visitante deve se apresentar ao centro de visitantes para receber instruções. 

    > O sol forte exige chapéu e protetor solar todo o tempo. 

    > O melhor período para visitação dos parques é de abril a outubro, quando chove menos. 

    > Alimentar é importante. Portanto, leve sempre na mochila: frutas, sanduíches, biscoitos e barras de cereais, alimentos nutritivos e práticos. 

    > As caminhadas longas exigem hidratação constante. Tenha sempre uma garrafa de água na mochila. 

    > Um calçado apropriado e confortável para caminhar (tênis ou bota) é item obrigatório. 

    > O melhor é evitar fumar em um parque. Mas, se o fizer, tome cuidado com seu cigarro, apagando-o depois de fumar. 

    > Nada se deixa em um parque. Todo o lixo deve ser coletado e disposto nos locais apropriados. 

    > Nada se leva de um parque. Animais, plantas, rochas, frutos, sementes e conchas encontradas no local fazem parte do ambiente e aí devem permanecer. 

    > Caçar, pescar e molestar animais silvestres é crime previsto por lei. Os animais precisam buscar seu próprio alimento para manter o ciclo de vida natural. 

    > Não é permitida a entrada de visitantes com plantas e animais domésticos, pois, podem causar problemas como a introdução de doenças e ameaças ao ambiente natural. 

    > Não é permitido praticar esportes motorizados, assim como abrir trilhas e atalhos. 

    > Com exceção da rota para ciclismo, nenhum das trilhas do parque pode ser feita de bicicleta. 

    > É importante levar algum lanche, pois o parque não dispõe de restaurante ou lanchonete. 

    Referências: 

    http://www.descubraminas.com.br/Turismo/ParqueApresentacao.aspx?cod_destino=858 

    http://www.ief.mg.gov.br/parque-estadual/1410 

    http://www.wikiparques.org/wiki/Parque_Estadual_Mata_do_Limoeiro 

     

  • Parque Estadual Rio Preto

    Parque Estadual Rio Preto

    Localizado na cidade de São Gonçalo do Rio Preto.

    Bioma > Cerrado e Mata Atlântica. 12.184 hectares.

    Em 1991 O Rio Preto foi declarado “Rio de Preservação Permanente” pelo IEF.

    Criação do Parque > 27 de dezembro de 1993.

    Decreto > 01 de junho de 1994.

    Decreto de Expansão > 20 de dezembro de 2005.

    Visitação > Terça a Domingo > 07:00 às 17:00

    Para acessar os atrativos que necessitam do acompanhamento de guia, seus horários de saída são às 09:00, 10:00 e 11:00 horas.

    Distâncias:

    353,8 km > Belo Horizonte – Parque Estadual do Rio Preto

    61,7 km > Diamantina – Parque Estadual do Rio Preto

    18,8 km > São Gonçalo do Rio Preto – Parque Estadual do Rio Preto

    Inserido na Cordilheira do Espinhaço, aliás a única do país, com título da UNESCO desde 2005 como Reserva da Biosfera, que liga Minas Gerais até a Bahia, na região Alta do Vale do Jequitinhonha com formações geológicas características, presença de diversos afloramentos rochosos. As rochas de quartzito formam belíssimos painéis. Contemplado por praias fluviais de águas límpidas, com areia branca, ótimas para um banho relaxante e revigorante. Suas paisagens são de uma beleza cênica, deslumbrante, local muito bem preservado e bem administrado, com imensos afloramentos rochosos, inúmeras cachoeiras e piscinas naturais, tendo grande importância na proteção de nascentes da bacia do Rio Jequitinhonha e de diversas espécies de fauna ameaçadas. Nas proximidades do parque estão as comunidades de Alecrim e Santo Antônio. A Unidade de Conservação reúne terras das antigas Fazendas Boleiras, Alecrim e Curral. Nestas Fazendas eram exploradas atividades de pecuária de corte, extração de sempre-vivas, garimpo e coleta de frutos silvestres.

    Infraestrutura:

    Centro de Visitantes com: auditório para 70 pessoas, sala de reunião/ biblioteca e uma sala para exposições

    12 alojamentos com capacidade para até 60 pessoas

    Camping para até 35 barracas, quiosques, churrasqueiras, lavatório de pratos e roupas, vestiários e fonte de água potável

    Três residências institucionais

    Sede administrativa

    Casa de hóspedes

    Roteiros e trilhas estruturadas e sinalizadas

    O parque possui serviço de restaurante (terceirizado):

    R$18,50 – refeição adulto (à vontade)

    R$14,00 – café da manhã adulto

    R$13,00 – refeição criança (à vontade)

    R$11,00 – café da manhã criança

    • Valores elaborados em 2020.

     

    Atrativos e Atividades:

    Roteiro Convivência com a Fauna e a Flora:

    Trilha do Cerrado (2h30): Possui 4,6 km de extensão. Este roteiro permite a visualização e convivência com o ambiente do bioma cerrado e sua fauna, é formado por um conjunto de trilhas que se inicia próximo ao córrego das Boleiras. A partir daí, segue em direção ao Poço do Veado, avança pelo Poço de Pedra, Vau Bravo terminando no Vau das Éguas e a partir daí retornar todo o trajeto. Apesar de sua distância, é compensado por sua bela paisagem e pelos excelentes locais para banho que o rio Preto proporciona. Grau de dificuldade: médio.

    Trilha das Crianças (20m): Possui 550 m de extensão. A trilha possui sinalização interpretativa voltada para crianças. Começa próxima ao restaurante do parque, passa por um trecho de mata fechada, até o vestiário da área de camping e chega à prainha, local para banho. É a trilha mais visitada por localizar-se próxima às estruturas do parque. Grau de dificuldade: baixo.

    Roteiro Praias de Rios e Cachoeiras:

    Trilha da Cachoeira do Crioulo (3h): Possui 6,5 km de extensão. Possui uma queda de 30 m, poço para banho e pequena praia com areia branca. O trajeto não pode ser feito em dias de chuva e aconselha-se que seja iniciado antes das 11 horas. Deve ser feita com acompanhamento de condutor do Parque. Grau de dificuldade: médio a alto.

    Trilha da Cachoeira das Sempre-vivas (2h30): Possui 4,5 km de extensão. É possível ver sempre-vivas no percurso até chegar à cachoeira que leva o nome da planta e que possui uma queda d’água de 15 m. Aconselha-se que a trilha seja iniciada antes das 11 horas. Deve ser feita com acompanhamento de condutor do Parque. Grau de dificuldade: médio a alto.

    Trilha da Forquilha (1h): Possui 2,2 km de extensão. O local é sinalizado e de fácil acesso. Tem esse nome por ser o encontro do córrego das Éguas com o rio Preto, formando uma grande piscina natural. Grau de dificuldade: baixo. Trilha do Poço de Areia (1h): Possui 2 km de extensão. No percurso, é possível observar a fauna e flora locais, assim como um poço formado pelas águas do Rio Preto e que se transforma em uma piscina natural. Grau de dificuldade: baixo.

    Trilha das Corredeiras (3h): Possui 5,2 km de extensão, mas a distância total a ser percorrida, desde a sede, é de 10,4 km. Deve ser feita com acompanhamento de condutor do Parque. O percurso abrange o poço de Areia, com formações rochosas em tons de branco, rosa e laranja, semelhantes ao mármore. O trajeto não pode ser feito em dias de chuva devido às pedras escorregadias. Grau de dificuldade: médio a alto.

    Roteiro dos Mirantes:

    O caráter geomorfológico do Parque é um importante fator paisagístico e, se bem compreendido, pode se transformar em um importante atrativo ecoturístico da Unidade. Os diversos mirantes existentes no Parque são pontos mais altos que permitem visões privilegiadas de diferentes paisagens. São de fácil acesso e alguns deles se localizam em trilhas de outros roteiros.

    Mirante da Estrada Real (5m): Um marco da Estrada Real, o mirante propicia vista panorâmica para o pico Dois Irmãos e trechos do rio Preto. Em seu entorno encontram-se afloramentos rochosos e vegetação de campo rupestre. Está situado a 2,1 km da sede do Parque e 92m da estrada principal do Parque. Grau de dificuldade: baixo.

    Mirante do Lajeado (1h30): Propicia vista panorâmica para grande parte da bacia do córrego das Éguas, com piscinas naturais, lajeados e uma vegetação de cerrado e mata ciliar. Pode-se observar também o morro do Alecrim, parte do pico Dois Irmãos, o limite leste do parque com o município de Felício dos Santos, e ao fundo, a serra da Pedra Menina. A trilha de acesso possui 3,4 km e está no mesmo caminho para a trilhas das cachoeiras. Grau de dificuldade: médio.

    Mirante da Lapa (5m): Propicia vista panorâmica para a porção norte do parque, voltada para a portaria. Está situado a 113 m a partir da estrada principal do parque. Grau de dificuldade: baixo.

    Mirante do Monjolo (1h): Propicia vista panorâmica para o vale do Ribeirão das Éguas e do rio Preto, bem como do pico Dois Irmãos e serra do Jambreiro. A trilha de acesso possui 2,6 km e está no mesmo caminho para a trilhas das cachoeiras. Grau de dificuldade: médio.

    Mirante da Pedra (1h15): Propicia vista panorâmica para o vale do Ribeirão das Éguas e do rio Preto. A trilha de acesso possui 2,8 km e está no mesmo caminho para a trilhas das cachoeiras. Grau de dificuldade: médio.

    Roteiro das Pinturas Rupestres:

    Foram identificados no parque 32 sítios de interesse arqueológico, sejam possuidores de testemunhas pré-coloniais ou de interesse histórico. Atrações de fácil acesso, no entanto a visitação é restrita e obrigatoriamente guiada por funcionários do Parque, exceto a Lapa do Tatu.

    Lapa das Piabas (45m): Sítio arqueológico que preserva figuras rupestres ainda não estudadas, com formas semelhantes a peixes. A trilha de acesso possui 1,4 km a partir da estrada principal do Parque. É obrigatório o acompanhamento de um condutor. Grau de dificuldade: baixo.

    Lapa do Tatu: Sítio arqueológico, localizado na estrada interna do parque. É formada por um bloco de rocha com dois pequenos abrigos: um deles com uma figura rupestre de um quadrúpede, semelhante a um tatu, de onde se origina o nome. Está situada a 1,3 km da entrada do parque. Grau de dificuldade: baixo.

    Lapa do Tropeiro (30m): Sítio arqueológico que já foi parada de tropeiros que transitavam pela Estrada Real, de São Gonçalo do Rio Preto a Diamantina, transportando mantimentos, pedras e metais preciosos. A trilha de acesso possui 1 km a partir da estrada principal do Parque. Grau de dificuldade: baixo.

    Moinho de Fubá (25m): Localizado a 790 m da estrada principal, saindo do heliporto em sentido às pinturas rupestres. É obrigatório o acompanhamento de um condutor. Grau de dificuldade: baixo.

    Travessia dos Parques do Rio Preto e Pico do Itambé:

    Possui 50 km de extensão. O percurso é feito em áreas com altitudes superiores a 1.000 m e, durante a caminhada, é possível observar o pico Dois Irmãos, com 1.836 m, e o pico do Itambé, com 2.202 m. Exige assinatura de termo de responsabilidade e agendamento prévio com a administração dos dois parques. Grau de dificuldade: alto.

    Ingressos e Tarifas:

    A entrada é de R$20,00 (inteira).

    É permitido o uso de carros na estrada interna do Parque e há estacionamento gratuito.

    Uso de infraestruturas (diária):

    Camping (por pessoa) > R$ 40,00

    Taxa de freezer* > R$ 20,00

    Alojamento:

    Individual > R$ 80,00

    Duplo > R$ 120,00

    Triplo > R$ 150,00

    Quádruplo > R$ 180,00

    Quíntuplo > R$ 220,00

    Casas de pesquisador (quando locado para visitantes). Capacidade até 06 pessoas > R$ 260,00

    Auditório (capacidade para 60 pessoas) > R$ 100,00 *

    A taxa de freezer será cobrada dos visitantes hospedados na área de camping, quando estes levarem freezer particular e utilizarem dos pontos de energia do Parque.

    Como Chegar:

    A partir de Belo Horizonte, é possível chegar de carro a São Gonçalo do Rio Preto pela rodovia BR-040, em direção a Brasília, depois acessar a BR-259 em direção a Curvelo. Em Curvelo, seguir pela BR-367 para Diamantina. Após a cidade de Couto de Magalhães, entrar na MG-214 até São Gonçalo do Rio Preto. De lá até a portaria do parque são 15 km de estrada de terra batida e bem sinalizada.

    Clima:

    É diversificado com predominância do tropical, em que há duas estações bem definidas: a seca e a chuvosa. A precipitação anual média é de 1.500 mililitros de chuva; mais de 90% ocorre de outubro a março. A temperatura anual costuma variar entre 18º C e 30º C, na temporada da seca apresenta o clima mais frio.

    Vegetação:

    A vegetação característica é o cerrado, com formações campestres, savânicas, que incluem árvores inclinadas, tortuosas, com ramificações irregulares e distorcidas, medindo entre 3 e 6 m. Há também espécies menores, cuja altura varia entre 2 e 3 m, outras com altura entre 2 a 4 m, presentes em altitudes acima dos 900m, e que são encontradas entre afloramentos de rochas e outros tipos de vegetação. Nas vertentes de córregos e rios há áreas com florestas que perdem parte da folhagem na época de seca. Estudos biogeográficos sobre a cadeia do Espinhaço mostraram que a região é um importante centro de biodiversidade, que conta com espécies da flora como éricas, azaleias, canelas-de-ema, orquídeas, bromélias e sano. Outras espécies que podem ser observadas são cedro, ipê, candeia, jatobá-de-cerrado, monjolo, pau pereira, sucupira, pau d’óleo, peroba, araticum e carvalho. A flora é muito rica, especialmente a campestre, com espécies que só ocorrem na própria região, mesmo que áreas reduzidas. Um exemplo disso ocorre na serra do Ambrósio, que apresenta três espécies de sempre-viva, cada uma pertencente a uma face da serra. A espécie é incomum em outras formações brasileiras. Nas florestas do parque, também é possível observar cedros, jacarandás, jatobás, vinháticos, jequitibás, ipês. Enquanto as porções a leste do parque parecem contar com uma maior influência da floresta atlântica, as porções norte e sul apresentam faunas associadas aos biomas do cerrado e aos campos rupestres, respectivamente.

    Fauna:

    Há presença de animais endêmicos, como as aves beija-flor-de-gravata-verde, o lenheiro-da-serra-do-cipó e o rabo-mole-da-serra. Entre os mamíferos, figuram lobo-guará. Suçuarana, tatu-canastra, tamanduá-bandeira, veado e jaguatirica. Há ainda a coruja-barraqueira, a maria-branca e o tico-tico-do-campo. No interior do parque foram registradas espécies nativas de peixes. Dentre elas, merece destaque o jundiá, descoberto no rio Preto e ainda pouco conhecido por pesquisadores.

    Hidrografia:

    A área do Parque abriga diversas nascentes, dentre as quais se destaca o rio Preto, um dos mais importantes afluentes do Araçuaí, por sua vez, afluente do rio Jequitinhonha. Os recursos hídricos privilegiados favorecem a formação de cachoeiras, piscinas naturais, corredeiras, sumidouros, cânions e praias fluviais com areias brancas. O rio Preto é integrante da bacia do rio Jequitinhonha. Em 1989, o Instituto Estadual de Florestas fez um trabalho de classificação das águas do rio, que foram classificadas em sua nascente como “classe especial” e, no percurso, como “classe A”.

    Contatos:

    E-mail: antonio.almeida@meioambiente.mg.gov.br

    Fone: (38) 99801-8188

    Endereço: Estrada vicinal que liga o município de São Gonçalo do Rio Preto à comunidade de Santo Antônio, km 15.

    São Gonçalo do Rio Preto, Minas Gerais.

    CEP: 39185-000.

    Referências:

    Descubra Minas: http://www.descubraminas.com.br/Turismo/DestinoApresentacao.aspx?cod_destino=804

    Instituto Estadual de Florestas: http://www.ief.mg.gov.br/component/content/196?task=view

  • Parque do Rio Doce

    Parque do Rio Doce

    Localizado no Vale do Rio Doce, compreendendo as cidades de: Timóteo, Marliéria e Dionísio. Na região do Vale do Aço.

    Está a 240 km de Belo Horizonte, a 50 km de Ipatinga.

    Primeira Unidade de Conservação de Minas Gerais.

    Os Rios Piracicaba e Rio Doce são os principais cursos d’água da região.

    Maior área contínua de Mata Atlântica do Estado de Minas Gerais.

    Conhecida como a Amazônia Mineira. Dentro do Parque está um dos três maiores sistemas de Lagos que ocorrem no Brasil, ficando abaixo do Pantanal e da Amazônia.

    São cerca de 40 Lagoas, localizadas em uma área de 35.000 hectares, a 300 metros de altitude, em uma floresta tropical úmida, a 20 metros acima do nível do rio Doce.

    Território antigamente ocupado pelos Borun, nativos chamados pelos Europeus de Botocudos.

    A criação do Parque teve como principal incentivador o Arcebispo de Mariana, D. Helvécio Gomes de Oliveira, que após uma visita a cidade de Marliéria, sentiu que aquela região, aquela Mata Nativa, aquelas Lagoas naturais, todo aquele ecossistema frágil deveriam ser preservados e protegidos.

    Um longo e árduo trabalho de persuasão, de convencimento de toda a sociedade mineira na década de 30, do século XX, principalmente o Governador Benedito Valadares para a criação de uma Unidade de Conservação que somente ocorreu bem depois em 14 de junho de 1944, com decreto de lei nº 1.119.

    Em 1967 a Unidade de Conservação foi atingida por um incêndio de grandes proporções, que consumiu 9 hectares de florestas nativas, hoje já recuperadas, dando lugar a uma floresta secundária, que habita com a floresta primária em total harmonia e esplendida recuperação.

    A Lagoa D. Helvécio se destaca com 6,7 quilômetros quadrados e 32,5 metros de profundidade. Está aberta para pescaria e passeio turístico de barco, oferecido pela administração do Parque e conduzido pelos seus funcionários, que são do IEPHA.

    Habitam as Lagoas do Parque peixes das mais variadas espécies tais como: Lambari; Cumbaca; Bagre; Cará; Manjuba; Piabinha; Traíra; Tucunaré, dentre outras.

    Aproximadamente 10.000 exemplares de flora já catalogados, que mostra o tamanho da diversidade do Parque, onde é possível encontrar exemplares da Mata Atlântica, árvores de grande porte, tais como: Garapa; Jequitibá; Vinhático; Sapucaia; Canela Sassafrás; Jacarandá-da-baía.

    Rica fauna povoa o Parque como o Beija-flor; Besourinho; Chauá; Jacu-açu; Sairá; Anumará; Capivara; Anta; Macaco-prego; Mono carvoeiro ou Muriqui; Macuco; Onça pintada; Paca; Cutia, dentre outros animais.

    O Rio Doce tem 853 km de extensão, liga Minas Gerais ao Espírito Santo.

    Recomendamos:

    Trilha do Vinhático com 1.000 metros de extensão, passando por trechos de Mata Atlântica secundária. Fácil acesso e visita.

    Estrada Parque São Dourado. São 22 km. Área de Mata Atlântica primária.

    Pico do Jacroá > Visual indescritível da região do Parque. Fica entre a sede o Parque e o município de Marliéria.

    Trilha do Pescador > Super fácil o acesso, tranquilo. Finaliza da Lagoa D. Helvécio. Utilizada pelos pescadores. Ótimo local para contemplar a Lagoa, tirar boas fotos e fazer filmes.

    Centro de Visitantes e Mirante > Mirante em forma de lagarto. Visual incrível da Floresta de Mata Atlântica e da Lagoa D. Helvécio. O pôr do sol é maravilhoso.

    Centro de Visitantes Macuco > Local para a realização de palestras com visitantes e moradores. Dá início a trilha da Lagoa do Juquita de 7 km de extensão, passando por trechos de Mata Atlântica primária.

    Safari Noturno > Observação de jacaré do papo amarelo, de mamíferos de grande porte e com muita sorte ver ou escutar uma onça pintada.

    Passeio de barco na Lagoa D. Helvécio de dia e a noite.

    Na Lagoa D. Helvécio tem um espaço delimitado para os visitantes se banharem.

    Centro de Pesquisa.

    Viveiro de Mudas.

    Auditório Borun do Watu “Índio do Rio Doce” > Local onde são exibidos vídeos sobre temas ambientais e uma exposição permanente sobre os índios Botocudos.

    Conta com alojamento com capacidade para 66 pessoas. Área de camping com vestiários, pias, tanques, bebedouros, churrasqueiras, bases de energia elétrica, casa para pesquisadores que são alugadas para visitantes quando tem disponibilidade. Restaurante que atende para café da manhã, almoço e jantar.

    Saiba mais:

    E-mail: periodoce@meioambiente.mg.gov.br
    Tel: (31) 3822-3006
    Endereço: Zona rural de Marliéria, km 20 da rodovia LMG 760 Comunidade rural de Santa Rita, Minas Gerais.

    CEP: 35185-000

    http://www.ief.mg.gov.br/component/content/195?task=view

    Facebook > ParqueEstadualdoRioDoce

    Instagram > @parque.riodoce

    Ingressos:

    R$ 20,00 (inteira).

    R$ 10,00 para estudantes.

    Acima de 60 anos e criança até 6 anos não pagam.

    Moradores de Dionísio e Marliéria não pagam para passar o dia.

    Moradores de Timóteo pagam R$2,00 durante a semana e R$10,00 aos fins de semana e feriados.

    O valor da diária para o uso da infraestrutura é:

    Área de camping (por pessoa) > R$ 40,00

    Alojamento Individual > R$ 80,00

    Duplo > R$ 120,00

    Triplo > R$ 150,00

    Quádruplo > R$ 180,00

    Quíntuplo > R$ 220,00

    Casa de pesquisador (quando locado para visitantes) para até 6 pessoas > R$ 200,00

    Auditório (capacidade de até 100 pessoas) > R$ 300,00

    Valores registrados em junho de 2020.

     

    Referências:

    > Wikipédia

    > IEPHA

  • Parque Estadual Serra do Intendente

    Parque Estadual Serra do Intendente

    Dados Gerais

    • Municípios de abrangência: Conceição do Mato Dentro.
    • Bioma: Cerrado / Mata Atlântica
    • Área: 13.508 ha
    • Criação: Decreto s/n de 27 de março de 2007.

     

    O Parque Estadual do Intendente está localizado no grande maciço da Serra do Espinhaço e seus limites estão dentro da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço reconhecida pela UNESCO no dia 26 de junho de 2005. É um Parque rico em biodiversidade por estar inserido na transição dos biomas Mata Atlântica e Cerrado e também e rico em recursos hídricos. O Parque possui 356 nascentes dentro dos seus limites, e é marcado pela presença de grandes Cachoeiras, consideradas uma das maiores do Estado, que alcançam até 273 metros de altura.

     

    Localização

    Está inserido nos Distritos de Tabuleiro e Itacolomi, no município de Conceição do Mato Dentro, entre as coordenadas de 19º43’S e 43W.

     

     

    Histórico

    No início do século 19, o Intendente Câmara, supervisor do comércio de diamantes, utilizava a rota de deslocamento do Arraial do Tijuco, atual Diamantina, para Gaspar Soares, atual Morro do Pilar, com o objetivo de vistoriar a primeira forja de ferro no Brasil. Nessa Região, surgiu o parque que recebeu seu nome, localizado nas terras altas da serra do Espinhaço meridional.

     

    Objetivo

    Vários fatores contribuíram para a necessidade de implantação de um parque nesta área do município de Conceição do Mato Dentro. O principal deles foi a demanda da comunidade local junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e ao IEF, através de suas autoridades representativas e das manifestações da opinião pública, em abaixo-assinados enviados aos órgãos de Estado.

    Essas demandas foram motivadas pelas ameaças que a área vem sofrendo com as frequentes queimadas, desmatamento e outras ações predatórias que têm provocado grandes danos à flora e fauna locais, inclusive ameaçando de extinção algumas espécies endêmicas, levantadas em estudos, e contribuindo para o desaparecimento de espécies contidas nas listagens oficiais de “Ameaçadas de Extinção”. Outra ação predatória de destaque, causada pela ação antrópica, é a diminuição do volume de todos os cursos d’água encontrados na área e a intermitência de outros que deixam de correr no período mais seco.

    Levantamentos e avaliações técnicas realizadas pelo IEF apontaram vários indicativos de qualidade ambiental que justificaram a transformação da área em uma unidade de conservação de proteção integral. Entre eles, destaca-se o estado de conservação da área e a representatividade ecológica.

    A criação da unidade de conservação reforça o trabalho na proteção ao complexo do Espinhaço, reconhecido como Reserva da Biosfera em 2005, pelo programa ‘Homem e Biosfera’, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O Parque Estadual da Serra do Intendente, juntamente com o Parque Nacional da Serra do Cipó e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Morro da Pedreira, formam um corredor contínuo de unidades de conservação nas altas terras da Serra do Espinhaço.

    Há um grande esforço para preservação da área da Reserva do Espinhaço, que se reflete no crescente número de unidades de conservação criadas pelo Poderes Públicos Federal, Estadual e Municipal. Na esfera estadual, destacam-se os Parques Estaduais do Rio Preto, do Biribiri, do Itacolomi, da Serra Negra, do Grão Mogol e do Pico do Itambé.

     

     

     

    Clima

    É o subtropical de altitude, com verões típicos e estação seca bem definida. A temperatura média anual é de 20º C.

    Hidrografia

    Todos os cursos d’água desse parque deságuam no rio Santo Antônio, um dos afluentes do rio Doce. Há também as sub-bacias hidrográficas do córrego Lambari, rio Cubas, córrego do Capão, córrego do Curral Velho, ribeirão do Peixe Tolo, córrego do Nono, córrego da Laje e as cabeceiras do rio Preto e córrego Palmito. Abrange ainda as nascentes e cabeceiras do ribeirão do Campo.

    Vegetação

    A cobertura vegetal é constituída por campos rupestres, campos de altitudes, cerrados, matas de galeria e por florestas que perdem parte da folhagem na época da seca, além de importantes remanescentes de mata atlântica.

    Região de vegetação extremamente variada possui um dos mais altos graus de endemismo do mundo. Canelas-de-ema, sempre-vivas, orquídeas e bromélias são plantas típicas da região.

    Fauna

    Há muitas espécies interessantes da fauna, tais como lobo-guará, suçuarana, lagartinho-do-cipó e veado. Com paciência, também é possível avistar onças pardas, tamanduás-mirim, veados-campeiros e catingueiros, pacas, quatis e capivaras.

     

    Ingressos

    Cada atrativo do parque obedece a horários de visitação e valores diferenciados:

    Cachoeira do Tabuleiro – Parque Natural Municipal do Tabuleiro, administração Prefeitura Municipal de Conceição do Mato Dentro – Taxa de visitação: R$10,00 -Horário de entrada de 08:00 ás 14:00 hs Extensão da trilha: 2,5km Tempo aproximado de caminhada: 1hora Grau de dificuldade: Difícil

    Cachoeira Rabo de Cavalo – Horário de entrada de 08:00 ás 15:00hs Extensão da trilha: 1,5km Tempo aproximadode caminhada: 50 min Grau de dificuldade: Médio

    Cachoeira de Congonhas – Horário de entrada de 08:00 ás 15:00hs Extensão da trilha: 3,6km Tempo aproximadode caminhada: 1hora Grau de dificuldade: Médio

    Cachoeira do Altar- Horário de entrada de 08:00 ás 11:00hs Extensão da trilha: 5km Tempo aproximadode caminhada: 2:30 hora Grau de dificuldade: Médio

    Cânion do Peixe Tolo – Horário de entrada de 08:00 ás 11:00hs Extensão da trilha: 3km Tempo aproximadode caminhada: 1:30 hora Grau de dificuldade: Médio

     

     

    O que Fazer

     

    Cachoeira Congonhas

    Possui 80 m de queda livre, que deságua em um poço propício para banho com 30 metros de largura e 60 metros de comprimento. A cachoeira deságua entre paredões de 100 metros de altura. Existe uma área para descanso sobre pedras. A incidência de sol é das 9h às 14h. A entrada deve ser feita das 8h às 15h30 e a saída até as 16h.

    Extensão: 6,30 km da sede

    Cachoeira Rabo de Cavalo

    Possui duas quedas em formato de rabo de cavalo, entre paredões de quartizito. Forma um poço de 50 metros de largura e 30 m de comprimento. O poço é propício para banho e apresenta área para descanso sobre pedras. Incidência de sol apenas na parte da manhã. A entrada deve ser feira das 8h às 15h e a saída, até às 16h.

    A atração é monitorada pelos guardas do parque.

    Extensão: 26,4 km da sede.

    Cachoeira do Tabuleiro

    Com 273 m de queda d’água, é a mais alta de Minas Gerais. Possui um poço com mais de 20 m de profundidade. A queda, equivalente a um prédio de 91 andares, fica diante de um paredão rochoso multicolorido. Na parte alta da cascata, há poços e outras quedas menores, em meio a bromélias e orquídeas naturais da região.

    É possível fazer escalada com autorização do município e da Federação Mineira de Escalada, através do e-mail escaladatabuleiro@gmail.com. A entrada deve ser feita das 8h às 14h e a saída, até as 16h.

    A cachoeira é gerenciada pela prefeitura de Conceição do Mato Dentro. Ingresso pago

    Extensão: 21,6 Km da sede.

    Cânion do Peixe Tolo

    Em seu interior, está a cachoeira da Bocaina, que deságua de um paredão de rocha quartizítica de 200 m de altura. O poço possui 20 m de comprimento e 30 m de largura. Há incidência de sol até as 12h. Antes de visitar o cânion, é obrigatório fazer o agendamento prévio com a administração do parque.

    Nos feriados, há monitoramento pelos guardas da unidade de conservação.

    Extensão: 29 km da sede.

     

     

    Atrativos em volta do Parque

     

    Estrada do Charco

    Estrada de terra que liga o Tabuleiro à cachoeira Rabo de Cavalo e margei, em parte, o parque. É possível percorrer a trilha a pé, de bicicleta ou a cavalo. Durante o percurso, observa-se paredões da serra do Intendente, o cânion do rio Preto, a cachoeira de Congonhas e a cachoeira Rabo de Cavalo.

    Extensão: 10 km
    Grau de dificuldade: médio

    Poço do Val

    Local para banhos.

    Localização
    A partir do centro de Conceição do Mato Dentro, seguir 19 km em estrada de terra até o povoado de Tabuleiro. Logo na chegada, entre à esquerdam sentido campo de futebol. Siga mais 500 metros até a ponte e encontrará o poço. O percurso pode ser feito parcialmente de carro.

    Grau de dificuldade: baixo

    Poço Pari

    Oferece local para banho e possui estrutura de camping, banheiros e chuveiros.

    Localização
    A partir do centro de Conceição do Mato Dentro, seguir por 19 km em estrada de terra até p povoado de Tabuleiro, De lá, segue-se a estrada em direção ao poço do Pari. O percurso em estrada pode ser percorrido de carro. A trilha a pé tem extensão de 800 metros.

    Grau de dificuldade: baixo

    Travessia Lapinha da Serra

    Famosa trilha utilizada originalmente pelos tropeiros que passavam com cargas em lombos de mulas. Ela começa no Vilarejo da Lapinha e cruza a serra do Espinhaço de oeste para leste, na região da serra do Cipó. Nessa travessia, é possível observar picos, piscinas naturais, rios, campos rupestres, matas, cerrado e cachoeiras.

    Extensão: 28 km
    Duração: três dias
    Grau de dificuldade: alto

     

    Orientações

    A cidade de Conceição do Mato Dentro/MG possui excelente infraestrutura para atender o visitante, tanto no núcleo urbano quanto nas comunidades do entorno do Parque (Comunidade Quilombola Três Barras/Cubas, Comunidade do Tabuleiro, Comunidade da Parauninha, Comunidade Quilombola de Candeias, Comunidade do Baú e Comunidade de Extrema – esta última em Congonhas do Norte)

    O distrito de Tabuleiro não possui serviços como bancos ou farmácias. A maioria dos estabelecimentos também não aceita cartão de crédito.

    O Parque não possui lanchonetes ou restaurantes, portanto o visitante deve levar sua alimentação e água;

    Ao menor sinal de chuva na cabeceira do rio, saia imediatamente. Há risco de tromba d’água.

    Para maiores informações procurem o Centro de Atendimento ao Turista – CAT através do telefone (31) 3868 2223.

     

    Mapas e Trilhas

    Os mapas do plano de manejo estão disponíveis aqui.

    Limites do PESI

    Rota das 10 cacheiras

    Travessia Lapinha Tabuleiro

    PESI e PNMT

     

    Mídias Sociais

    facebook Parque-Estadual-Serra-do-Intendente

    instagram @p.e.serradointendente

    instagram @parquenaturaltabuleiro

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Referências

    http://ief.mg.gov.br/component/content/article/3306-nova-categoria/1755-parque-estadual-serra-do-intendente

    https://www.wikiparques.org/wiki/Parque_Estadual_Serra_do_Intendente

    http://www.descubraminas.com.br/Turismo/DestinoApresentacao.aspx?cod_destino=832

    • Fotos e Mapas cedidos gentilmente pelo Parque Estadual da Serra do Intendente.
  • Parque Natural Municipal do Tabuleiro

    Parque Natural Municipal do Tabuleiro

    Localizado no distrito de Tabuleiro, cidade de Conceição do Mato Dentro, no Caminho dos Diamantes da Estrada Real. Faz parte do Complexo do Espinhaço, única Cordilheira do nosso país, com mais de 1000 km, liga Minas Gerais a Bahia, tem título da UNESCO como Reserva da Biosfera, sendo concedido em 26 de junho de 2005. 

    Distância de Belo Horizonte até a portaria do parque é de 185 km, umas 4 horas de viagem.  Está a 19 km da sede do munícipio de Conceição, sendo uns 15 km de estrada de terra, em bom estado de conservação. 

    O parque é uma Unidade de Conservação com vegetação dos Biomas de Mata Atlântica e do Cerrado, Campos Rupestres. Jardins de orquídeas e bromélias mostram toda a diversidade encantando a todos que visitam este lugar deslumbrante. As bem conhecidas e especiais lobeiras, sempre-vivas e candeias, dando todo um charme neste imenso jardim. 

    Como atrativo principal temos a Cachoeira do Tabuleiro, sendo a terceira maior queda d’água do país, com 273 metros de queda, considerada uma das 7 Maravilhas da Estrada Real, equivalente a 91 andares de um prédio. Embaixo um poço com 20 metros de profundidade, com águas cor de caramelo, pelo fato de praticamente não bater sol na lâmina d’água, sua temperatura sempre permanece abaixo dos 20° C, sendo determinante o cuidado ao entrar em suas águas, do Ribeirão do Carmo, que descem formando piscinas naturais até desaguar no Rio Preto. Na parte de cima você pode encontrar pequenos poços e quedas d’água que são ideais para banho, refrescando o corpo e relaxando o espírito.  Alguns a chamam de Cachoeira do Coração devido a seu formato, principalmente visto de longe, por exemplo lá do Mirante, onde os turistas gostam de fotografar. Pode-se praticar esportes radicais tais como: Base jump; Escalada; Rapel; Slackline, dentre outros, que precisam de autorização prévia da administração do parque. 

    São três trilhas que tem autorização para visitação: 

    Trilha do Mirante > 700 metros de caminhada, ideal para tirar fotos da cachoeira e do entorno, Visual incrível. 

    Trilha do Poço da Cachoeira > 2,5 km > 01:30h 

    Trilha do Alto da Cachoeira > 8 km > 3h 

    Travessia Tabuleiro / Lapinha > 27 km > 03 dias 

    Taxa de entrada > R$ 10,00 

    Site: cmd.mg.gov.br                                     Instagram: parquenaturaltabuleiro 

    #coracaodeminasgerais                               #descubraconceicaodomatodentro 

    Secretária de Turismo de Conceição: 31 3868-2223               

    Parque do Tabuleiro: 31 3868-2431 

    Horário de Funcionamento: Todos os dias > 08:00 às 17:00 

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