Categoria: Atrativos Turísticos

  • Museu da Inconfidência

    Museu da Inconfidência

     

    No coração das montanhas de Minas Gerais, em uma cidade onde o tempo parece ter parado para preservar sua história, encontra-se o Museu da Inconfidência. Localizado em Ouro Preto, antiga Vila Rica, o museu é um marco da rica trajetória do Brasil colonial e sua luta pela independência.

    Memória da Inconfidência

    Na década de 1780 Minas Gerais, com tendência exportadora definida, reunia características distintas de outras Capitanias e via-se constrangida pela dependência colonial imposta pela Metrópole. A mineração possibilitara o surgimento de diferentes grupos na sociedade: artesãos, comerciantes, contratadores, agricultores, mineradores, homens livres ansiosos por abrirem seus próprios caminhos, lutarem pela autossuficiência local e definirem soluções nos campos: econômico, político e artístico. Excessiva carga tributária pesava sobre a população da região mineradora, quando o ouro já se tornava escasso. Pressões de várias formas geravam um clima de insatisfação.

    Em 1788, passaram a se reunir militares, eclesiásticos e intelectuais, projetando um movimento que deveria libertar a Colônia do julgo de Portugal. A derrama, imposto que o povo seria forçado a cobrir caso as 100 arrobas anuais devidas à Coroa não fossem atingidas, era esperada para fevereiro de 1789. Isso representaria muito para a rebelião, uma vez que faria emergir o latente descontentamento popular.

    A suspensão da derrama pelo governador, Visconde de Barbacena, não foi acompanhada pela suspensão da dívida dos abastados contratantes para com a Junta da Fazenda. Joaquim Silvério dos Reis, grande devedor da Real Fazenda, viu na denúncia da conspiração a oportunidade de ser perdoado do seu débito. A delação verbal ocorreu em meados de março de 1789 e a escrita, em abril. Ao tomar conhecimento dela no Rio de Janeiro, o Vice-Rei resolveu promover uma investigação oficial e, em 7 de maio, foi aberta devassa para a apuração dos fatos.

    A conclusão do processo se deu em 1792 e a execução de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, considerado o maior responsável pela conspiração, se deu no dia 21 de abril daquele ano. Outros inconfidentes, tidos como cabeças do movimento, foram degredados para a África e os réus eclesiásticos permaneceram reclusos por quatro anos na Fortaleza de São Julião, seguindo depois para conventos portugueses.

     

    A Casa de Câmara e Cadeia

    Edificada a partir de 1º de junho de 1785, obedecendo a planta do governador da Capitania de Minas Gerais, Luís da Cunha Menezes, a Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica constitui um dos mais notáveis exemplares da arquitetura civil colonial. Sua monumentalidade e apurado acabamento, vieram contrastar com o panorama social de uma época já de franca retração, fruto do declínio da atividade extrativa do ouro e da intranquilidade política e social estabelecida, quase às vésperas da Inconfidência Mineira. Os recursos para a obra vieram de loteria criada, mediante licença régia, exclusivamente para esse fim. Para realizar os serviços foi estabelecida uma fábrica de cal nas imediações da cidade, utilizando-se a mão-de-obra de prisioneiros – negros e “vadios” submetidos a trabalho forçado, o que gerou o documento mais irrefutável dos desmandos de Cunha Menezes, as “Cartas Chilenas”, poema de sátira política contra o governo da capitania de Minas Gerais, cujo autor, oculto todos esses anos sob o pseudônimo de Critilo, se admite ser hoje Tomás Antônio Gonzaga.

    Há muito tempo já se planejava em Vila Rica a construção de uma câmara e cadeia, de pedra e cal, para substituir a antiga prisão de pau-a-pique, existindo, inclusive, um projeto aprovado, de autoria do engenheiro José Fernandes Pinto Alpoim. Apesar do rápido impulso inicial conferido pelo seu maior incentivador e administrador Luís da Cunha Menezes, a obra se concluiu, entretanto, somente em 1855. Parte da cadeia começou a funcionar desde os primeiros tempos, possivelmente ainda no seu governo, tendo a Câmara ali se instalado em 1836.

    O projeto do governador sofreu algumas alterações, verificando-se a substituição na fachada da varanda de balaústres de pedras pela de ferro, como também a estrutura em curvas da torre pela de linhas retas e a da escada em um só lanço pela de dois com patamar.

    O frontispício, provavelmente inspirado no do Capitólio de Roma, apresenta características inovadoras como a adoção de três colunas, em vez de quatro, para os dois vãos da porta, em contraposição ao rigor da composição neoclássica. O especialista Orlandino Seitas Fernandes assinalou influência estrangeira nos arranques das escadarias externas, que, segundo ele, lembram os “de Gabriel no Petit Trianon de Versalhes”. Após a Independência, as armas do Reino existentes no frontão foram substituídas pelas do Império, e as de Bernardo José de Lourena, décimo primeiro governador de Minas do período de 1797 a 1803, passaram a figurar na varanda. Nos quatro cantos da platibanda se elevam as figuras de pedra-sabão representando as virtudes cardeais- Prudência, Justiça, Temperança e Fortaleza-, cuja autoria é atribuída ao português Antônio José da Silva Guimarães, que as teria entalhado na fazenda do Manso, ao pé do Itacolomi. O relógio que se encontra atualmente na torre foi adquirido pelo senador Rocha Lagoa para a Igreja São Francisco de Paula, da mesma cidade, não se tratando, portanto, do primitivo relógio da cadeia velha demolida de autoria de Manuel de A. Fonseca Neto.

    O chafariz da fachada é o antigo da ponte de Ouro Preto, tendo sido inaugurado no seu novo destino, a 2 de dezembro de 1846, como indica a placa acima existente. A construção da Casa de Câmara e Cadeia determinou a duplicação da atual praça Tiradentes, não só com a demolição da primitiva cadeia, mas ainda de diversas casas que comprometiam a visibilidade do edifício mais importante da capital.

    A reconstrução de todo o largo, executada em 1797, por José Ribeiro Carvalhais, veio garantir ao monumento um espaço condizente com a sua monumentalidade, uma vez que, juntamente com o prédio do Palácio dos Governadores, compunha o centro cívico de maior poder de decisão da Colônia na época. Em 1863, a Câmara se transferiu para outro imóvel na praça Tiradentes, diante da necessidade de se aumentar o número de celas da prisão, ganhando dimensão a temível Cadeia de Ouro Preto.

    Após a implantação do sistema penitenciário, o então governador João Pinheiro promoveu, em 1907, adaptações no prédio para transformar-se em penitenciária estadual. Entre estas, incluíram-se a colocação de assoalhos de madeira no piso térreo como ainda a inserção de um avarandado quadrangular, para o qual se abriam, em torno, as salas que têm vista para o pátio. Com a construção da Penitenciária Agrícola de Neves, nas imediações de Belo Horizonte, a antiga Casa de Câmara e Cadeia foi doada à União, através do Decreto-lei datado de 2 de dezembro de 1938. Em 20 de dezembro do mesmo ano, foi criado o Museu da Inconfidência, sob a coordenadoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, com a finalidade de colecionar objetos de várias naturezas, relacionados com os fatos históricos da Inconfidência Mineira e com seus protagonistas, bem como as obras de arte ou de valor histórico que se constituem documentos expressivos da formação de Minas Gerais.

    Em 1940 tiveram início as obras de restauração e adaptação do prédio, empreendidas pelo IPHAN, que compreenderam na renovação integral dos pisos, telhado, sistemas elétrico e hidráulico. Bem mais tarde se daria a expansão de sua área física, com a incorporação de quatro anexos, para atender aos diversos setores técnicos criados.

    O Museu foi inaugurado a 11 de agosto de 1944, data do bicentenário do nascimento do poeta inconfidente Tomás Antônio Gonzaga, sob a direção do historiador cônego Raimundo Trindade. Em 1975 se tornou cabeça dos Grupos de Museus e Casas Históricas de Minas Gerais. Atualmente, se consolida na condição de Museu Nacional, atendendo a um público cada vez mais numeroso, desenvolvendo atividades que o credencia como um centro gerador de cultura.

     

    Acervo Museológico

    Com grande quantidade de peças artísticas e históricas, com destaque para a estatuária, as pinturas, a ourivesaria, o mobiliário, a iconografia da paisagem urbana em fotografias, desenhos e gravuras, e os objetos de uso doméstico e outros ligados à escravidão.

    Dentre as esculturas são notáveis: um andor com estátua em madeira policroma da Imaculada Conceição atribuído a Francisco Xavier de Brito; uma Nossa Senhora da Conceição minuciosamente entalhada em calcita e decorada com conchas; um oratório com mecanismo móvel mostrando o Menino Jesus deitado e cercado de anjos; várias figuras de presépio atribuídas ao Aleijadinho; um grande São Jorge processional também atribuído ao Aleijadinho; um oratório com várias figuras em pedra-sabão em cenas da Crucificação e da Natividade; um Cristo flagelado de grande expressividade, um belo anjo tocheiro, e grande número de ex-votos, crucifixos, retábulos e estátuas de anjos e santos diversos.

    Na sala da Inconfidência há um relógio de Tiradentes, marca Elliot, um volume da condenação de Tiradentes, uma alfaia e um dos conjurados, lápides de Maria Dorotéia Joaquina de Seixas e de Barbara Heliodora Guilhermina da Silveira.

    A ourivesaria é representada por cruzes processionais, ostensórios, cálices de comunhão, navetas, turíbulos, castiçais e coroas em prata e ouro. O mobiliário tem belos exemplares de mesas, arcazes, oratórios, cofres, cômodas, camas e cadeiras dos séculos XVII ao século XIX, como um trono episcopal do bispo de Vila Rica, atribuído ao Aleijadinho, uma cama de dossel estilo Dona Maria I, uma cama eclesiástica que teria pertencido a Santa Rita Durão, cadeirões com encosto de couro lavrado da antiga Câmara de Vila Rica, e uma cadeirinha de arruar com painéis mitológicos pintados.

    A pintura tem significativa representação com diversos painéis, bandeiras processionais, ex-votos e telas com retratos de santos e cenas sagradas, incluindo peças de Mestre Ataíde, João Nepomuceno Correia e Castro e vários autores anônimos da região de Ouro Preto. Merecem nota ainda os retratos oficiais de Dom Pedro III, Dona Maria I, Dom João VI infante, Dona Mariana Vitória e Dom Pedro I. Por fim, são preservados no museu uma diversidade de objetos de uso cotidiano como vasos, bacias, gomis, tinteiros, porcelanas, relógios e equipamentos de montaria decorados, e objetos usados pelos escravos.

    Panteão dos Inconfidentes                                                                                     

    Um espaço especial dentro da antiga Casa da Câmara para abrigar os restos mortais dos inconfidentes. Nem todos os conspiradores ali repousam, pois alguns não puderam ter suas tumbas localizadas, e outros têm sua identificação duvidosa até os dias de hoje, a despeito dos intensos esforços de estudiosos nesse sentido.

    A inauguração do Panteão, para onde são transferidos os despojos dos inconfidentes mortos no exílio da África e repatriados em dezembro de 1936, por iniciativa do governo de Getúlio Vargas, aconteceu no dia 21 de abril de 1942, no transcurso do 150º aniversário da sentença condenatória dos inconfidentes.

    Estão no Panteão os restos de treze dos vinte e quatro sentenciados pela coroa portuguesa. Uma lápide vazia é o memento dos ausentes, entre os quais está Tiradentes, cujo corpo foi esquartejado e exposto em opróbrio.

     

     

    Arquivo Judiciário

    Instalado no Anexo III do museu, a Casa do Pilar, preserva as peças judiciais levadas durante o período colonial de Ouro Preto. Dentre elas é particularmente importante o volume 7 dos Autos da Devassa mineira, a que foram acrescidos os traslados da Devassa carioca, os processos de réus eclesiásticos, os processos de réus comuns da justiça local e outros documentos.

    Em 1995 o conjunto era composto por 5.180 inventários, 1.660 testamentos, 14.350 ações cíveis, 1.570 ações criminais e 388 códices vários, formando um nítido painel da vida judicial e mesmo dos costumes sociais da época da colônia.

     

    Arquivo Histórico

    Esta seção guarda grande número de documentos relativos à história da cidade e da região, como um relatório de despesas autografado pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes; uma provisão assinada por Tomás Antônio Gonzaga em favor de Alexandre Luiz de Mello; atestados passados por Alvarenga Peixoto e Francisco de Paula Freire de Andrade, recibos assinados pelo Aleijadinho, e um diploma de José Álvares Maciel.

    Arquivo Musical

    Oriundo da grande coleção de partituras coloniais reunidas pelo musicólogo Curt Lange na década de 1940, também guardado na Casa do Pilar. Este material teve, depois de penosamente redescoberto pelo alemão, uma trajetória digna de um filme de aventuras, sendo foco de intrigas políticas, difamação e mesmo durante algum tempo esteve depositado no Instituto Interamericano de Musicologia, em Montevidéu, para onde Lange o enviara temendo que o esforço de suas pesquisas, que hoje são consideradas fundamentais para a história da música brasileira, voltasse a se perder numa época em que a música colonial do Brasil era objeto de descaso.

    Após longas negociações esta coleção inestimável foi adquirida pelo Museu da Inconfidência, tornando-se uma das referências mais importantes para o estudo da atividade musical nas Minas Gerais durante a colônia, com itens também de outras procedências e do período imperial. Há partituras autografadas e cópias de composições de Manoel Dias de Oliveira, Lobo de Mesquita, José Meirelles, Carlos Gomes, José Maurício Nunes Garcia e Jesuíno do Monte Carmelo, dentre muitos outros.

     

  • Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem

    Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem

    Projeto: José de Magalhães
    Estilo: gótico-lombardo
    Localizada entre as Ruas Sergipe, Alagoas, Aimorés e Timbiras.
    Pedra fundamental: 03 de setembro de 1911, com início da construção em 1912.
    Inauguração: 08 de dezembro de 1923, dia de Nossa Senhora da Conceição. Sagrada em 15 de agosto de 1932, substituindo a antiga, construída entre 1788 e 1793 no então Arraial do Curral del Rei.
    Em 1709, o português, Francisco Homem del Rei, se estabeleceu onde estão hoje a Capital, vindo de Portugal em uma Nau com o nome de Nossa Senhora da Boa Viagem, trazendo consigo uma imagem da padroeira dos navegantes portugueses, chegando a construir uma pequena capela em devoção a Santa onde passavam os tropeiros.
    Com planta em cruz latina, com nave única, transepto saliente e capela-mor com abside, foi executado segundo o modelo gótico.

    O complexo é composto por jardins, casa paroquial, consistório, Capela para São Pedro Julião Eymard ou do Santíssimo e secretaria.
    A última intervenção foi em 1931, feita pelo escritório de Luiz Signorelli, também são do escritório a casa paroquial e o consistório.
    Na portada da Catedral, há um mosaico que mostra um anjo ajoelhado ao lado de Nossa Senhora, que tem aos seus pés uma nau sobre o mar. Esta obra foi executada em 1973.
    A torre e a decoração interna em estuque da nave e da capela-mor foram executadas por João Morandi.
    Pináculos (pequenas agulhas), são mais de 100.
    Torre transepto: 36 metros de altura.
    Lavado em pedra-sabão: lado externo. 1793, em rococó, pertenceu a antiga Matriz.
    Os vitrais foram doados pelo Apostolado da Oração e executados por um artista alemão, residente no Rio de Janeiro. Eles guardam imagens de profetas, apóstolos, papas e anjos.
    Altar-mor de mármore de carrara.

  • Capela de Nossa Senhora do Rosário de Belo Horizonte

    Capela de Nossa Senhora do Rosário de Belo Horizonte

    Estilo eclético, uma mescla de gótico, barroco e clássico. Considerada uma Capela Curial, isto é, não está ligada a nenhuma Paróquia.
    Localizada no centro da cidade na Rua São Paulo, esquina com Rua Tamóios e Avenida Amazonas.
    Inauguração: 26 de setembro de 1897.

    A mais antiga da Capital, quando ainda era Arraial do Curral del Rei. A 1ª construção foi onde está a esquina de Rua da Bahia, Rua Guajajaras e Rua Álvares Cabral, inaugurada em 08 de outubro de 1819, mudando para onde está hoje em 1897 em uma nova construção, antes mesmo da Capital e no mesmo dia da inauguração do Parque Municipal Américo Renne Giannetti.
    Portada, há um baixo relevo representando Nossa Senhora do Rosário cercada de anjos e tendo aos pés anjos em atitude de adoração. Nicho da fachada: São Benedito.
    Forro da Capela-mor: São Francisco de Assis e São Domingos recebendo o Rosário das mãos de Nossa Senhora.
    Forro da Nave: 15 painéis que representam os mistérios do Rosário e outros 03 representando às invocações da ladainha de Nossa Senhora do Rosário.
    Altares Colaterais são de estilo D. João V. O direito dedicado à São Benedito e o esquerdo a São Antônio de Cartagerona ou do Noto.

  • Detalhes Arquitetônicos em BH

    Detalhes Arquitetônicos em BH

    Praça Rio Branco até a Serra do Curral

    Praça Rio Branco
    Nome em homenagem ao Barão do Rio Branco, Estadista brasileiro, José Maria da Silva Paranhos Junior.
    Fica entre o Terminal Rodoviário e o início da Avenida Afonso Pena.
    No centro da Praça o monumento “Liberdade em Equilíbrio”, escultura de 21 metros de altura, de autoria da artista plástica Mary Vieira, doada a cidade pelo Rotary Clube de BH, cujas formas geométricas são conjugadas compondo um mono volume. A concepção escultórica da praça inclui o desenho paisagístico e mobiliário urbano. A base da escultura é o piso da Praça, composta por listras em espiral em várias direções, que sustentam um cubo flutuante em três eixos. Feita em concreto. Obra inaugurada em 13 de maio de 1982.

    Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro
    Mais conhecida como Rodoviária de BH.
    Projeto de vários arquitetos:
    Walter Machado, Mardônio Guimarães, Marina Wasner, Mário Berti, Suzi de Mello, Fernando Graça, Francisco G. Santos, Luciano Passini, Raul Costa da Cunha, Ronaldo Massoti, Francisco do Espírito Santo.
    Inauguração: 09 de março de 1971.
    Na época era considerada a maior e melhor Rodoviária da América Latina, recebendo prêmio da 1ª Bienal de Arquitetura em São Paulo.
    Construído pelo DER. Neste local se tem a interseção norte/sul e leste/oeste. Antes existiam no local um mercado e o edifício da Feira de Amostras.
    45 mil metros do complexo arquitetônico, formado por oito plataformas de embarque e sete de desembarque.
    Serviços oferecidos: Alimentação, caixa eletrônico, lotérica, loja souvenir, correio, guarda-volumes, tabacaria, livraria, farmácia, estacionamento, juizado da infância e juventude.

    Avenida Afonso Pena
    Inaugurada à época da fundação da Capital, sendo o coração econômico e uma das referências do belorizontino.
    Possui 4,3 km de extensão, sendo em toda a sua totalidade em linha reta, passando pelo centro, pelos bairros de Boa Viagem, Funcionários, Savassi, Serra e Cruzeiro.
    Está entre as três maiores e mais importantes vias da cidade, junto com as Avenidas Amazonas e Contorno.
    Começa na Praça Rio Branco e termina na Praça da Bandeira. A Avenida foi projetada para ser o eixo norte-sul, sendo na época a mais larga da cidade, com 50 metros de largura.
    Durante o século XX, sofreu várias alterações, tendo sido ampliada e alargada. Até a década de 60, haviam árvores Ficus plantadas em ambos os lados da via e trilhos por onde passavam os bondes, entre a Praça 7 de setembro e Rua da Bahia.
    No final da tarde acontecia o Footing na Avenida Afonso Pena e na Rua da Bahia, onde moças e rapazes de classes mais altas e famílias tradicionais ficavam caminhando e desfilando a procura de uma paquera.
    Até 1970, a Avenida terminava na Praça do Cruzeiro, atual Milton Campos, depois sendo ampliada até a Praça da Bandeira.

    Edifício Mariana
    Projeto: Mario dos Santos Maia
    Construído na década de 40, do século XX.
    12 andares, mais de 140 lojas, em sua maioria ligadas ao universo das Noivas. Oferece também serviços de foto e vídeo, convites, artigos para festas, lembrancinhas, vestidos para debutantes, dentistas, protéticos, radiografia dentária, despachantes, advogados, pronta entrega, restaurantes e a sede do Sindicato e Associação dos Guias de Turismo de Minas Gerais.
    Na varanda, isto é, no 2º piso, ficam o DUB, o Arcângelo e outros espaços modernos compartilhando o local com bares e galerias de arte. O Restaurante Popular, a Galeria Quina e a Satisfeita Yolanda?, que é uma loja de roupas.
    Em 1944, sediou a 1ª Semana de Arte Moderna “Semaninha de Arte Moderna”, com a participação de vários artistas entre eles: Roberto Burle Marx, Anita Malfatti, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Iberê Camargo, dentre outros.

    Praça 7 de Setembro
    Antiga Praça 14 de outubro de 1893, dia da criação da Comissão de Estudos das Localidades Indicadas para a Nova Capital.
    Marco zero do hipercentro de BH, está no cruzamento das Avenidas Afonso Pena e Amazonas, duas grandes vias do projeto original de Aarão Reis para a capital e entrecortando temos a Rua Rio de Janeiro e a Rua Carijós. Em termos de fluxo de pessoas ela é a maior de todas as Praças da cidade.

    No centro da Praça temos um Obelisco, mais conhecido pela população como “pirulito da praça 7”. Pedra fundamental em 07 de setembro de 1922, inaugurado em 07 de setembro de 1924, foi construída uma estrada de ferro exclusiva para levar o material de construção. Feito em granito, com 7 metros de altura, com formato de agulha, apoiada em um pedestal. 28 peças de cantaria, que saíram de uma pedreira na cidade de Betim. A peça foi desenhada pelo arquiteto Antônio Rego, construída pelo engenheiro Antônio Gonçalves Gravatá, proprietário da pedreira e quem doou o obelisco a cidade de BH. Ele é adornado por um poste em cada um de seus vértices.
    Ficou armazenado no Museu Histórico Abílio Barreto em 1962, depois ficando na Praça Diogo de Vasconcelos de 1963 a 1980, retornando depois ao seu lugar de origem. Nas laterais da base, há quatro placas de bronze de autoria de Francisco de Paula Rocha.
    Em 2003 passa por intenso programa de revitalização, tornando por exemplo acessível aos portadores de necessidades especiais ou com mobilidade reduzida. Os quatro quarteirões foram fechados para carros e batizados com nomes de tribos indígenas: Krenak, Pataxó, Maxacali,e Xacriabá.
    Local foi palco de manifestações, concentração de blocos de carnaval, comemoração de títulos de futebol, dentre outros eventos.
    Na década de 60, a Praça Sete e o trecho da Avenida Afonso Pena até o cruzamento com a Rua da Bahia eram arborizados com Ficus.
    Havia um ponto de bondes chamado Ponto Central dos Bondes, em 1937 que depois foi transferido para a esquina da Rua da Bahia com Avenida Afonso Pena.

    Edifício Sede do Banco Mineiro de Produção
    Projeto de Oscar Niemeyer de 1951. Inaugurado em 1953.
    Marco da estética racionalista da arquitetura moderna. O edifício destaca-se por sua forma triangular com extremidades curvas, suas fachadas com pano de vidro e pelo uso do brise solei (quebra sol).
    Desenvolvido em dois espaços com finalidades distintas, sendo um para os equipamentos de circulação vertical e outro voltado a ocupação multifuncional.
    25 andares, 14 mil metros quadrados de área construída.
    Em seu interior tem-se o painel do artista Mario Silésio.
    Na recepção e no hall dos elevadores, os pisos são revestidos de pedras de Lioz.
    Painéis de tijolos de vidro e também tacos de madeira peroba no 3º piso.
    Terá a sede da P7 Criativo, espaço planejado para projetar Minas Gerais na Rota Mundial da Economia Criativa, como moda, tecnologia da informação, biotecnologia, artes, patrimônio e gastronomia.
    No 3º piso, haverá o Memorial da Praça 7 que irá contar a história do prédio, da região central e da cidade como um todo. No 9º piso irá abrigar a Biblioteca Digital. No 25º piso, um restaurante com vista panorâmica.

    Cine Teatro Brasil
    Inaugurado em 14 de julho de 1932, com projeto do arquiteto Ângelo Alberto Murgel, em estilo art-déco, na época, foi o maior cinema da América Latina e durante anos, o mais alto de BH, as pessoas pagavam ingresso para visitar o terraço, poder admirar a Serra do Curral, naquela época não existiam os grandes prédios do centro, hoje um dos símbolos da cidade. 1º edificação no estilo art-déco em BH. Patrimônio, referência cultural, artístico e arquitetônico. Implantado como a maioria dos prédios em lote de esquina com forma de cunha, em volume curvo, com 8 andares, fachada cilíndrica, contendo vitrais de ferro, vidro martelado e revestimento das fachadas em pó de pedra, uma disposição teatral e de ostentação, típico de época. No seu interior abriga painéis decorativos em estilo marajoara de autoria do artista Angelo Biggi. O conceito utilizado na obra veio da Inglaterra. Abrigou o 1º restaurante popular em 1952, quando Juscelino foi Governador do Estado.
    Já foi cinema, um teatro, teve um restaurante, um bar, lojas, consultórios e escritórios, sediou bailes de carnaval, formaturas, concursos musicais e programa de TV.
    Esteve fechado por muito tempo, desde a década de 90, até o seu ressurgimento em 2013, como um Centro Cultural, com dois teatros, um para 1.000 pessoas e outro para 200 pessoas, duas galerias, espaço multiuso e um café bistrô.

    Prédio UAI – Praça 7
    Antiga sede do Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais
    Inaugurado em 1922. Projeto de Luiz Olivieri.
    Hoje funciona o UAI – Unidade de Atendimento Integrado.

    Edifício Acaiaca
    Acaiaca significa em tupi “árvore sagrada”. Segundo conta a lenda que a tribo optou em se autodestruir antes de serem conquistados pelos portugueses.
    Idealizado pelo visionário Redelvim Andrade, farmacêutico da cidade de Diamantina. Projeto de Luiz Pinto Coelho 1943/1947, tanto do edifício quanto das duas efígies de índios, duas carrancas indígenas que ficam na fachada do edifício, fazendo referencia à tribo indígena. 29 andares, 120 metros de altura. Localizado na Avenida Afonso Pena com Rua Espírito Santo e Rua Tamoios.
    Símbolo de art-déco em BH. Possui elementos verticais em vidro encimando o edifício. Construído durante a 2ª Guerra Mundial, o edifício possui abrigo antiaéreo. O uso do edifício é comercial, destacando escritórios de advocacia e de odontologia. Já manteve as sedes do IBGE, da Faculdade de Filosofia da UFMG e do IPGC-Instituto Planejamento e Gestão de Cidades. 460 lojas. No térreo existia o Cine Acaiaca, capacidade de 900 pessoas, hoje sedia uma igreja evangélica.
    Possui também luxuosos elevadores que percorriam os 25 andares em 20 segundos.
    1ª sede da TV Itacolomi, inaugurada em 1955, utilizava os 23º e 24º andares.
    Edifício teve grande participação nos cenários econômico, social, cultural e arquitetônico da Capital Mineira.

    Belo Horizonte

    Igreja São José
    Instalada no coração da Capital. A paróquia de São José foi criada em 27 de janeiro de 1900. A pedra fundamental da igreja foi lançada em 20 de abril de 1902, sendo um local de muita religiosidade, cultura, manifestações e encontros.
    Projeto de Edgar Nascentes Coelho, de 21 de agosto de 1901. Estilo arquitetônico eclético de influência neogótico, também com estilo neomanuelino.
    Projeto da escadaria, muros, montantes e gradis de vedação foram elaborados pelo arquiteto Luiz Olivieri em 1910.
    Construída pela Congregação dos Redentoristas.
    As obras internas são do irmão redentorista holandês Gregório Muldres.
    Possui vitrais coloridos. Pintura executada pelo artista alemão Guilherme Schumacher, entre 1911 e 1912. Altares laterais e altar mor são da década de 30, em mármore, feitos pela empresa Marmoaria Mucchiut e Pongetti.
    A Igreja possui 60 metros de comprimento e 19 mentos de largura. Abriga um órgão de tubos fabricado em 1927. Vista de cima, ela tem o formato de uma Cruz.

    Bondes / Avenida Afonso Pena / Rua da Bahia / Bar do Ponto
    Na década de 20, foi instalado a Estação dos Bondes (antigo mercado das flores), junto ao Parque Municipal. Do outro lado da Avenida Afonso Pena, o Bar do Ponto torna-se a principal referencia da cidade e, com a proximidade da Estação de Bondes, tem a sua área de influência ampliada para o interior do Parque, como exemplo a instalação do banheiro público. A região é ponto de encontro de escritores como Carlos Drummond Andrade, Pedro Nava e os Cavalheiros do Apocalipse.
    Bondes rodaram na Capital de 1902 até 1963, chegou a ter mais de 70 quilômetros de trilhos.
    Entre a Praça 7, a Avenida Afonso Pena e subindo a Rua da Bahia na sua confluência, acontecia o chamado “footing”, em inglês significa “passeando”, era um tipo de flerte da época, paquerar, era basicamente um “namoro comportado, troca de olhares”, homens e mulheres bem vestidos, da sociedade belorizontina, ficavam passeando pela Avenida Afonso Pena e a Rua da Bahia conversando, admirando o movimento, as vezes os homens ficavam parados em grupos ou duplas em alguma das esquinas esperando as garotas passarem. Nesse encontro de passagem, se o olhar se cruzava, isso já era um sinal positivo para tentar uma conversar e com muita sorte um encontro para ir ao cinema ou tomar um lanche e quem sabe no futuro um namoro com o consentimento dos pais, é claro, sem ao menos pegar na mão da pretendente, moças de família só namoravam em casa, na presença dos pais e na maioria das vezes os irmãos ficavam “fazendo vela” pro casal.

    Feira de Arte e Artesanato da Avenida Afonso Pena
    Maior feira de artesanato a céu aberto da América Latina. São 18 setores, 1800 expositores, demarcados pelas cores do teto das tendas, onde você encontra desde artigos feitos em couro, decoração, utilidades, artigos para crianças e áreas de alimentação, vestuário adulto e infantil, móveis, tapeçaria, bijuteria, cestaria, artes plásticas, cama, mesa e banho.
    Feira Hippie como é conhecida, desde a sua fundação na Praça da Liberdade, em 1969, mudando para a Avenida Afonso Pena em 1991. A feira acontece das 07:00 às 14:00 , todos os domingos do ano, recebendo aproximadamente 60.000 visitantes a cada domingo.
    O início foi de forma espontânea com artistas plásticos e artesãos. Em 1971, a feira foi oficializada pela prefeitura através de decreto municipal. A prefeitura é quem organiza a feira.
    Uma das pioneiras a expor na feira é a artista Yara Tupinambá, por 6 anos.
    Eles são uma associação: ASSEAP > Associação dos Expositores da Feira de Arte, Artesanato e Variedades da Avenida Afonso Pena.
    Emprega + de 10.000 pessoas diretamente.

    Parque Municipal Américo Renê Gianetti
    Nome é homenagem ao prefeito de BH na década de 50. Tendo hoje 182 mil metros quadrados, ele impressiona, mas quando inaugurado em 26 de setembro de 1897, ele tinha mais de 600 mil metros quadrados. Foi inaugurado antes da Capital planejada, considerado o Patrimônio Ambiental mais antigo de BH, que abriga o Teatro Francisco Nunes, parque de diversões, equipamentos de ginástica, pista de corrida, quadra poliesportiva e quadra de tênis, lago com cisnes e pode-se remar nos lagos com barquinhos disponíveis para aluguel, pedalinho.
    Recebe durante o ano vários festivais de música brasileira de raiz ao ritmo eletrônico, baile, dança, teatro de bonecos.
    Aulas de yoga, de Lian Gong, prática corporal fundamentada na Medicina Tradicional Chinesa.
    Local onde existiu a chácara do Sapo, de Guilherme Vaz de Mello, onde residiu o maranhense Aarão Reis, engenheiro chefe da comissão construtora da nova capital.
    Projeto paisagístico original é de Paul Villon, francês, que utilizou espécies nativas e exóticas, em estilo romântico inglês, a visão era de se ter o maior e mais bonito parque urbano da América Latina.
    Na década de 20 foram instalados o gradil de ferro, o coreto, a estação dos bondes, a quadra de tênis e a pista de patinação.
    Na década de 30 e 40 o parque perde área para a instalação da rede hospitalar.
    Cortado pelo córrego Acaba Mundo são:
     03 lagoas: Barco; Marrecos e Quiosque.
     03 cascatas, abastecidas por nascentes naturais.
     02 lagos artificiais.
     02 bebedouros históricos ornamentais: Jaqueira e Burros.
    Monumentos do Parque:
     Ponte rústica
     Ponte dos namorados
     Ponte seca
     Fonte da lagoa dos barcos
     Bebedouro dos burros
     Escadaria do belvedere
     Mãe mineira
     Ilha dos Amores em estilo francês
    Possui orquidário, com aproximadamente 300 espécies de árvores, 330 espécies ornamentais.
    Mais de 70 espécies de vertebrados, mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes.
    Monumento a figuras associadas à fundação da cidade:
     Aarão Reis
     Afonso Pena
     Augusto de Lima
     Bias Fortes
    O artista e professor Alberto da Veiga Guignard fez do parque o seu ateliê e sala a céu aberto para ministrar suas aulas de Belas Artes e Pintura na década de 40.

    Prefeitura Municipal
    Projeto: Luiz Signorelli e Rafaello Berti.
    Inauguração: 21 de outubro de 1935.
    Projeto de 05 andares, amplas escadarias na entrada e no pórtico, as portas e portões principais dão uma impressão de folga, de luz, de ventilação e de espaço.
    Tem porão, destinado para serviços de almoxarifado, depósitos e área de estacionamento para carros da prefeitura.
    No 1º piso, estão localizados os serviços que tem contato direto com o público. O saguão central com farta iluminação, ventilado e encimado por um moderno telhado de vidro e concreto armado, dando um aspecto de grandiosidade na singeleza das linhas. No 2º piso tem-se o Salão Nobre.
    No total, o edifício tem 28 salões e 19 gabinetes.
    No prédio o relógio que atinge 35 metros de altura.
    Na fachada, em destaque estão três figuras de Atlantis, do lado direito da entrada principal, que sustentam colunas com o brasão da República.
    Elementos abstratos e figurativos dialogam entre si com rara facilidade, junto com elementos verticais e horizontais, bem como a grelha das esquadrias, retiram o peso das massas.
    Forte tendência a geometrização, salientado pela imponência de seu torrão lateral esquerdo, vazado por grandes vitrais de concreto armado. Os vãos, os fechamentos e a descrição dos enfeites têm resquícios da arquitetura italiana e alemã das décadas de 20 e 30.
    Na fachada da Rua Goiás, as colunas são encimadas por figuras femininas. As colunas da entrada principal foram feitas em pedras e toda a estrutura recebeu acabamento em pó de pedra.

    Automóvel Clube
    Projeto: Luiz Signorelli
    Inauguração: 17 de dezembro de 1929.
    Inspiração ao neoclássico, mas já prenunciando o ecletismo incorporando alguns elementos de art decó. Vitrais da escadaria em art decó.
    Possui 04 andares, com 4 mil metros quadrados de área, localizado na esquina da avenida Afonso Pena e avenida Álvares Cabral.
    Salão Dourado foi inspirado no Salão de Espelhos do Palácio de Versalhes, decorado com três lustres de cristal da Boêmia.
    Em estilo modernista, o Salão Príncipe de Gales passou a ter esse nome após a visita de dois membros da realeza em 1931: Edward 7º, o Príncipe de Gales e o irmão George 6º.
    Na fachada principal há três portas em arco perfeito, com folhas de ferro fundido.
    Elementos decorativos em estuque, madeira, mármore.
    Em 17 de dezembro de 1925, nove amigos, conhecidos com Grupo dos Nove, fundaram a entidade com o nome de Clube Central. 1ª sede do Clube foi no Palacete Dantas em 14 de junho de 1926. Um ano depois o nome foi alterado para Automóvel Clube de Minas Gerais, filiado ao Automóvel Clube do Brasil.

    Palácio da Justiça Rodrigues Campos
    Projeto: Raphael Rebechi.
    Construído pelo engenheiro José Dantas e o Coronel Júlio Cesar Pinto Coelho.
    Inauguração: 16 de janeiro de 1912.
    Fachada com colunatas e platibanda. Escadaria interna de guarda corpo metálico em estilo art nouveau, importada da Bélgica.
    Estilo eclético, com predominância neoclássica.
    Possui dois pavimentos, com 31 metros de altura.
    Trabalharam na ornamentação e decoração do interior os artistas:
     Escultores: José e Alfredo Morandi.
     Mobiliário: Madame Bellagama.
     Pintura parietal: J. Bescaal.
     Vitral: L. Pesoini – Justiça (Deusa grega Têmis).
    Compõe o interior: mármores de carrara, pisos de mosaico, lustres de cristais da Boêmia, belo mobiliário, obras de arte e rica biblioteca.

    Conservatório de Música da UFMG
    Inauguração: 05 de setembro de 1926.
    No início foi sede do Conservatório Mineiro de Música pelo então Presidente do Estado, Fernando Mello Viana.
    Linhas neoclássicas, a fachada ornada com majestosas colunas gregas com capitéis coríntios, possui 02 pavimentos.
    No interior tem tela de Dakir Parreiras, feita sob encomenda para decoração da Sala de Recitais. São 13 telas que retratam cenas da Ópera Tiradentes, de Manoel Joaquim de Macedo Junior.
    Em 04 de dezembro de 1950, o prédio foi federalizado, sendo integrado a UFMG e transformado em estabelecimento de ensino superior em 30 de novembro de 1962.
    Em 1996, a Escola de Música mudou-se para o Campus da Pampulha.
    Após um amplo restauro no prédio do Conservatório, desenvolvido pelo arquiteto Gaston Oporto, ele foi reinaugurado como um novo complexo cultural, com sala para recitais, galerias para exposições, auditórios, salas de aulas e espaço para eventos, isso foi em 11 de agosto de 2000. No prédio anexo tem-se a livraria da Editora UFMG, uma praça coberta para eventos culturais e terá um restaurante.

    Palácio das Artes
    Pensado para atender a uma cidade que não parava de crescer ainda nos anos 40. O arquiteto Oscar Niemeyer foi chamado por Juscelino Kubistchek para projetar um novo teatro municipal. Oscar propôs um teatro inserido no parque municipal com ligação para a Avenida Afonso Pena por uma extensa passarela de concreto. As obras foram paralisadas em 1945. Em 1955, o arquiteto Hélio Ferreira Pinto modifica o projeto original e acrescenta outros equipamentos, sendo inaugurado em 1971.
    Posteriormente foram criados outros espaços:
     Cine Humberto Mauro (1978)
     Teatro João Ceschiatti e Galeria Arlinda Corrêa Lima (1984)
     Galeria Mari Stella Tristão (2016)
    Passou por um incêndio nos anos 90 e redesenhado em 1997.
    Possui um Centro de Artesanato, representando todo o Estado e uma lojinha.
    O acesso principal do prédio é feito por uma rampa localizada na parte central da fachada, que é formada por trapézios invertidos, painéis para exposição de artes e um espelho d’água que se estende por toda a linha da fachada.

    Córrego Acaba Mundo – Rios Invisíveis
    Um dos muitos rios invisíveis que existem na Capital Mineira, quase todos foram canalizados e estão debaixo das principais avenidas e ruas do centro-sul da cidade. Finalizaram um projeto de localização destes córregos através de placas de indicação, igual a que existe para as ruas e avenidas, que ficam nas esquinas. Elas indicam o nome do córrego e a qual bacia ele pertence.
    O córrego Acaba Mundo tem 3,5 km de extensão, com sua nascente nos fundos da Vila Acaba Mundo e sendo canalizado por galerias à partir da Praça JK até a sua foz no Ribeirão Arrudas, nos fundos do parque municipal, onde antigamente o córrego Acaba Mundo desfilava suas águas em uma linda cascata que hoje não existe mais.

    Praça Tiradentes
    Antiga Praça 21 de abril, localizada entre as Avenidas Afonso Pena e Brasil, no bairro funcionários.
    A escultura de Joaquim José da Silva Xavier, com a alcunha de “Tiradentes”, foi inaugurada em 20 de agosto de 1962, feita em bronze, do artista Antônio Van der Well, sendo assentada no dia 05 de janeiro de 1963, com 6 metros de altura e pesando 1.400 quilos.
    O córrego Acaba Mundo passa aos pés do mártir.

    Avenida do Contorno com Avenida Afonso Pena / Praça Milton Campos
    Limite sul da cidade na época do seu planejado pela Comissão Construtora, na antiga Praça do Cruzeiro, hoje Praça Milton Campos, no bairro da Serra.
    Local onde seria construída a Catedral do Cristo Rei, no século XIX, que hoje está sendo construída na Avenida Cristiano Machado na região norte da cidade, com projeto de Oscar Niemeyer.
    Milton Campos foi um estadista mineiro, governou o Estado entre 1947 a 1951, na sequencia quem governou foi JK. No centro da Praça tem uma escultura em bronze homenageando Milton Campos.

    Praça da Bandeira
    Abriga o marco cívico do centenário. Reinaugurada em 12 de dezembro de 1987, dia do aniversário da cidade e de seu centenário.
    Todo mês é feita a cerimônia de troca da Bandeira Nacional, sempre iniciando às 10:00 no 3º domingo.
    Localizada entre as Avenidas Afonso Pena e Bandeirantes, bairro da Serra.

    Praça do Papa
    Localizada no bairro Mangabeiras, no final da Avenida Agulhas Negras. Nome é devido a visita do Papa João Paulo II em 01 de julho de 1980, onde celebrou uma Missa Campal para milhares de pessoas, mas seu nome de origem é Praça Israel Pinheiro.
    Na Praça durante o ano, acontecem importantes encontros religiosos, atrações culturais, shows e eventos promocionais. Sendo um dos locais preferidos da população para lazer, fazer piquenique , confeccionando um book de fotos, praticando slackline, ou apenas curtindo o sol e descansando a mente e o corpo. Tem um parquinho de madeira com brinquedos para as crianças.
    A Praça é dividida em duas partes por uma via asfaltada, tendo seu formado de um sorvete de casquinha.
    Com mais de 1000 metros de altitude, na base da Serra do Curral, próximo ao Mirante Mangabeiras e Parque Mangabeiras.
    No centro da Praça na parte superior, existe o “Monumento à Paz”, inaugurado em 1983. Escultura de 24 metros de altura, com 10 metros de face e 2 metros de largura, feito em três chapas de aço, sendo uma delas em formato triangular e a terceira como um retângulo, pesando duas toneladas. Projeto do artista plástico Ricardo Carvão.

    Serra do Curral
    Extensão de 11 quilômetros e altitude variando entre 1100 à 1350 metros.
    Faz divisa a sudoeste com a cidade de Nova Lima.
    Formação rica em ferro e em recursos hídricos que ficam ao norte da Serra.
    Eleita em 1997, como símbolo da Capital, pelos belorizontinos, junto com a Igreja de São Francisco na Pampulha.
    O nome vem do antigo nome da Capital Mineira, na época um pequeno Arraial, chamado Curral del Rei, com a Fazenda do Cercado do Bandeirante João Leite da Silva Ortiz de 1701.
    Localizada no Quadrilátero Ferrífero, fazendo parte da Cordilheira do Espinhaço, reserva da Biosfera pela UNESCO e única do Brasil.
    Limite Sul da Capital Mineira.
    Flora bastante diversificada, variando entre áreas de Campos Rupestres (parte alta), passando pelo Cerrado até remanescentes de Mata Atlântica e Matas de Galeria.
    Ponto mais alto > Pico Belo Horizonte > 1350 metros de altitude.
    Composta de itabiritos, dolomitos, filitos e quartzitos.
    Nome antigo era Serra de Congonhas (planta abundante nas Serras da região, usada para fazer chá), significa “o que sustenta, o que alimenta”.

    Parque da Serra do Curral
    Inaugurado em 08 de setembro de 2012.
    Área de aproximadamente de 400 mil metros quadrados.
    Localizado na Avenida José do Patrocínio Pontes, no bairro Mangabeiras, pertinho da Praça do Papa e do Parque Mangabeiras.
    Possui 10 mirantes, distribuídos em 4.000 metros de extensão. Pode-se avistar a Avenida Afonso Pena, região da Pampulha, região centro-sul, Serra da Piedade, Serra de Itabirito, Serra do Rola Moça, Jardim Botânico da UFMG, o Aglomerado da Serra e muito mais, o visual é incrível.
    Funciona de terça a domingo, de 08:00 às 17:00. Necessário agendamento.
    Visita sem Guia (condutor) até o Mirante 3.
    Fauna riquíssima sendo catalogadas 125 espécies de aves, até um Falcão já foi registrado.
    Altitude varia entre 1.136 até 1.380 metros.

  • Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens – Caraça

    Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens – Caraça

    A história remonta a construção da pequena Ermita em devoção a Nossa Senhora Mãe dos Homens, construída pelo Irmão Lourenço entre 1775 e 1779, bem simples e singela, comportava no máximo 100 pessoas.

    O lendário Irmão Lourenço de Nossa Senhora, que muitos atribuem a pessoa de Carlos Mendonça Távora, de uma família nobre portuguesa que no século XVIII foram acusados, ele mais 11 da tentativa de assassinato do Rei José I em Lisboa tendo no comando português o celebre Marquês de Pombal (Sebastião José de Carvalho e Melo). 11 nobres da família foram condenados a serem queimados vivos em praça pública.

    O Irmão Lourenço cria a Irmandade de Nossa Senhora Mãe dos Homens (1751-1885).

    10 de agosto é dia de São Lourenço, talvez aí uma associação do seu nome a condenação de seus familiares. Segundo conta a história, mas em comprovação documental sobre tal fato.

    Irmão Lourenço falece em 27 de outubro de 1819, aos 96 anos de idade, segundo consta. Está enterrado dentro da Igreja, desde a Ermita até hoje, não tendo o lugar exato, por causa da construção da nova Igreja, sendo considerado o altar do lado direito de São Francisco de Assis.

    Em cada lado da Ermita havia uma construção de 2 andares, com 6 janelas cada, para hospedagem de romeiros, religiosos e eremitas. Chegou a ter 12 eremitas, sendo então no princípio um Eremitério.

    Em 1876 a Ermita já estava muito pequena para a quantidade de religiosos, eremitas e principalmente estudantes, pois ali depois da sua morte o local foi transformado em Colégio no sistema de internato, ficando muito famoso em todo o Estado. Neste ano deram início a demolição da Ermita e a construção da nova Igreja em estilo neogótico, grande, bela, majestosa e riquíssima em trabalhos artísticos.

    27 de maio de 1883 > Sagração da atual Igreja, levou 7 anos para construir, feita de pedras da região: Quartzito, Mármore e Pedra-sabão.

    Sua Torre tem 48 metros de altura, com uma inscrição em Latim “Em todas as horas que marco e bato, adoro ao Deus Eterno”.

    Guarda um quadro lindíssimo de autoria de Manoel da Costa Ataíde, de “A última Ceia” de 1828.

    Imagem de Nossa Senhora Mãe dos Homens é de origem portuguesa. Chegou e recebeu as bençãos em 17 de maio de 1784. Material é de madeira com policromia, em seus pés tem nuvens pintadas com prata.

    São Francisco de Assis é Santo secundário, pois o Irmão Lourenço era Franciscano, entrando para a Ordem Terceira Franciscana na cidade de Diamantina.

    Vitrais > Estão no presbitério, da esquerda para a direita, temos cenas da vida de Cristo, o do centro foi doado por D. Pedro II, em sua visita entre os dias 11 a 13 de abril de 1881, tem o brasão do Império e assinatura do mesmo.

    D. Pedro I visitou o Santuário do Caraça entre os dias 17 e 18 de fevereiro de 1831.

    No frontispício da Igreja tem o ano de 1880 que significa o marco do cinquentenário da manifestação de Nossa Senhora das Graças (protetora de todo o Santuário) a Santa Catarina Labouré (1830).

    Na Rosácea frontal temos a inscrição “Ó Maria concebida sem pecado, orai por Nós que recorremos a Vós”.

    Os Altares Laterais da Nave. São 10 ao total:

    Direita > São Francisco de Sales; Santo Antônio; São Paulo; São Francisco de Assis; São José.

    Esquerda > São João Batista; São Luís Gonzaga; São Pedro; São Vicente de Paulo; Sagrado Coração de Jesus.

    Os altares laterais que estão logo após a entrada, abaixo do Coro, são da antiga Ermita. Nossa Senhora da Piedade e Sagrado Coração de Jesus, que foram pintados e dourados por Manoel da Costa Ataíde entre 1806 e 1807.

    Órgão de 628 tubos, portugueses, franceses e caracenses. Foi fabricado pelo Padre Luís Gonzaga Boa Vida que está enterrado na cripta que fica abaixo da Igreja.

    São Pio Mártir > Relíquia presenteada pelo Vaticano, pelo Papa Pio VI, daí a homenagem do nome. É um soldado romano de corpo inteiro, que foi embalsamado e revestido de cera, martirizado, encontrado na catacumba de Santa Siríaca. Você consegue ver nitidamente suas unhas e dentes superiores, está com vestimenta romana, parece que está vivo, impressionante, está dento de uma urna de vidro embaixo do altar-mor. Junto dele há um cálice com areia e sangue do mesmo. Chegou no Caraça em 16 de maio de 1797.

  • Museu Casa Kubitschek

    Museu Casa Kubitschek

    Residência de Campo, Casa de Veranear do então, saudoso Prefeito da bela Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek Oliveira (1940/1945).

    Projeto da Casa do arquiteto Oscar Niemeyer, tendo um belo afastamento frontal, contendo um belíssimo jardim concebido por Roberto Burle Marx, conta com um pequeno lago em formato ameboide e banco para contemplação. Telhado em forma “V” ou “Asa de Borboleta”, duas águas, jogando para o centro e não para as laterais. Varanda frontal com pano de vidro ou envidraçada, na parte superior acabamento em madeira. Acesso por rampas.

    Projeto estrutural a cargo de Joaquim Cardoso. Casa Modernista. O terreno é de aproximadamente 3.000 metros quadrados. A Casa foi implantada em forma de “U”, em terreno de desnível.

    Na varanda, nos fundos do lado esquerdo de quem entra após a rampa está o belíssimo trabalho artístico de Alfredo Volpi. Pintura em azulejos executados pelo ateliê-oficina Osirarte.

    Logo após nós temos a Biblioteca, a Sala de Estar com uma escada flutuante levando até o Mezanino, com a Sala de Música.

    O acervo mobiliário retrata o modo de viver das décadas de 40, 50 e 60 do século XX.

    Atividades de cunho social e de lazer eram feitos na Casa durante os fins de semana.

    Corredor que dá acesso aos quartos com parede de tijolos de vidro.

    Revestimento das paredes dos banheiros são originais de pastilha, cerâmica sextavada, louça inglesa, metais originais.

    São uma suíte simples, outra suíte com varanda e a suíte master com closet, muito luxo, espaço, comodidade. A maioria das portas e janelas são de correr.

    Os quartos ficam afastados das áreas de lazer e serviço dando um ar de tranquilidade e privacidade a família.

    No 2º quarto de solteiro conta com espelho bisotado e arandelas laterais.

    Praticamente todo o madeiramento da Casa é em Peroba do Campo.

    No quarto do casal o vaso do banheiro é inglês.

    Compõe a Casa a Sala de Jantar, a Copa, a Cozinha com módulo duplo, tendo pias em ágata com revestimento em azulejo azul, armários embutidos e feitos sobe medida. Os móveis que estão em exposição pertenciam a família Guerra, que mais aproveitou do imóvel. Todos com pé palito, cores vibrantes, o que tinha de mais luxo na época. Tirando uma mesa e cadeira simples e uma outra cadeira de consultório que pertenceram a Juscelino o resto era da família Guerra.

    A Lavanderia, a Despensa e os aposentos dos funcionários ficavam do lado de fora no pátio interno perto da área de serviços como a cozinha e a copa.

    Na área externa temos um belo trabalho artístico, de Paulo Werneck. Um painel feito de pastilhas “mosaico”, azuis e brancas com formas abstratas.

    Na sequência temos um pomar com jabuticabeiras, bananeiras, lichias, dentre outras. Um jardim rochoso com pedras de Canga, “Itapanhoacanga” “Pedra Cabeça de Negro” e plantas nativas de regiões de altitude que remetem a terra Natal de Juscelino “Nonô”.

    Tem piscina hoje usada como um jardim aquático.

    Fechando a construção temos um Pavilhão, um anexo para o lazer da família, contendo vestiário, quarto e banheiros. Um muro baixo lindíssimo de cobogós (elementos vazados de cerâmica) na cor amarelo.

    A Casa ficou com a família de Juscelino até o início da década de 50, depois vendida a família Guerra, Sr. Jubert Guerra e Sra. Juracy Guerra. O Jubert era assessor e amigo pessoal de Juscelino, eram de Diamantina também. Ocuparam a Casa e a preservaram até o ano de 2005 quando a Casa foi vendida a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. A Sra. Juracy faleceu em 2004, permanecendo 50 anos à frente de lindo imóvel residencial.

    A Casa foi concluída em 1943.

    Tem tombamento pelo Iepha em 2009.

    O Museu está aberto a 2013. Localizado na orla da lagoa na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 4188.

    Horário de funcionamento:

    Terça a Domingo > 09:00 às 18:00

    Telefone: 3277-1586

    https://prefeitura.pbh.gov.br/fundacao-municipal-de-cultura/museus/casakubitschek

  • Cachoeira Grande – Serra do Cipó

    Cachoeira Grande – Serra do Cipó

    Serra do Cipó. Roteiro de 01 dia ou fim de semana.

    Vem pra Minas, vem com a gente!!!!

    https://www.facebook.com/226175774390129/posts/831419547199079/?sfnsn=wiwspmo&extid=9jMfVhzIGCQNXu9k&d=n&vh=e

  • Degustando BH

    Degustando BH

    https://www.facebook.com/226175774390129/posts/957055264635506/?sfnsn=wiwspmo&extid=kYjSZq729lbVozIG&d=n&vh=e

  • Mercado Central de Belo Horizonte

    Mercado Central de Belo Horizonte

    https://www.facebook.com/226175774390129/posts/1078558162485215/?sfnsn=wiwspmo&extid=AgmdIrFwX9vSTUTn&d=n&vh=i

  • Quando tudo melhorar iremos fazer esse delicioso roteiro.

    Quando tudo melhorar iremos fazer esse delicioso roteiro.

    BH Experiencia Gastronômica Centro

    https://www.facebook.com/226175774390129/posts/1079418815732483/?sfnsn=wiwspmo&extid=oMwjRA372SV7deGd&d=n&vh=e

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