Categoria: Celebridades Mineiras

Pessoas ilustres; Artistas; Músicos.

  • Alberto da Veiga Guignard

    Alberto da Veiga Guignard

    (1896-1962) foi um pintor, desenhista, ilustrador e gravador brasileiro. Ele é conhecido por suas oníricas paisagens de Minas Gerais e é considerado um dos expoentes da pintura modernista brasileira.

     

    • Nascimento: Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, no dia 25 de fevereiro de 1896.

     

    • Quando Guignard nasceu seus pais se assustaram quando se depararam com o defeito visível em seu rosto, havia uma abertura total entre a boca e o nariz. Mais tarde, os médicos contaram que seu filho tinha o “lábio leporino”, o que causou compaixão e preocupação com o futuro do filho. Na época não existia cirurgia para essa deficiência. Conforme o menino crescia, aumentavam os problemas, na fala, na alimentação e principalmente, na sua autoestima.

     

     

    • Vida e Desafios: Sua vida foi marcada por episódios trágicos, começando pelo suicídio de seu pai. Após ficar viúva, sua mãe casou-se com um barão alemão e mudou-se para a Europa, levando Guignard consigo.

     

    • Formação: Entre 1917 e 1918, Guignard estudou pintura na Academia de Belas Artes de Munique, onde foi aluno de Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Ele também estudou em Florença e participou do Salão de Outono, em Paris.

     

    • Retorno ao Brasil: Em 1921, Guignard voltou ao Brasil. Contando com o incentivo de intelectuais e políticos, como o pintor Ismael Nery e os políticos Pedro Aleixo e Juscelino Kubitschek, ele persistiu na pintura.

     

    • Ateliê e Reconhecimento: Em 1930, abriu um ateliê no Jardim Botânico. No mesmo ano, participou do Salão Revolucionário, onde foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra.

     

    • A vida de Guignard é repleta de episódios pitorescos e melancólicos. Em 1932, aos 36 anos de idade, conheceu em um concerto do Theatro Municipal a estudante de música Amalita Fontenelle, onze anos mais jovem. Durante cinco anos Guignard escreveu para a sua paixão platônica, cartões e mais cartões em praticamente todas as datas comemorativas. Cartões desenhados e contornados por frases de amor, dedicatórias e poesias. Chegaram a trocar cartas, mas os cartões nunca foram enviados. Aproximadamente 120 cartões foram reunidos em um álbum e doado, ainda em vida, para o poeta Oswald de Andrade. Hoje fazem parte do acervo da Casa Guignard em Ouro Preto e refletem a timidez de Guignard para expressar os seus sentimentos.

     

    • Na fase que se iniciou em 1934, revelou-se um dos melhores retratistas da época, de estilo muito próprio em retratos de crianças ou de mulheres, com paisagens sutis e de cores transparentes.

     

    • Entre os anos de 1940 e 1942 viveu em um hotel em Itatiaia. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, junto com o arquiteto Oscar Niemeyer e Aníbal Machado.

     

     

    • Em 1943, cria o “Grupo Guignard”, que realiza uma única exposição, no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes. A escola, que havia sido fechada por alunos conservadores, foi reaberta na Associação Brasileira de Imprensa.

     

    • Belo Horizonte: Em 1944, mudou-se para Belo Horizonte, convidado por Juscelino Kubitschek, então prefeito da cidade. Lá, fundou a Escola Municipal de Belas Artes, onde lecionou desenho e pintura e dirigiu o curso. Entre seus alunos estavam artistas como Amílcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark.

     

    • Exploração de Minas Gerais: Guignard visitou cidades mineiras de tradição barroca e colonial, como Sabará, São João del Rei e Ouro Preto, onde passou a residir em 1960. É dessa época a tela “Ouro Preto”.

     

     

    Alberto da Veiga Guignard produziu uma série de obras notáveis que refletem sua sensibilidade artística e sua conexão com a paisagem e a cultura brasileira. Aqui estão algumas de suas principais obras:

    1. “Ouro Preto”: Uma das pinturas mais icônicas de Guignard, retratando a cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais. Nessa obra, ele captura a atmosfera barroca e as formas arquitetônicas características da região.

     

    1. “Paisagem de Minas”: Guignard era conhecido por suas paisagens oníricas e expressivas. Suas pinturas de Minas Gerais, com montanhas, vales e cidades, são verdadeiras poesias visuais.

     

    1. “Série Via Sacra”: Nos últimos anos de sua vida, Guignard dedicou-se a pintar temas religiosos. A série “Via Sacra” é um exemplo disso, representando as estações da Via Crucis em uma linguagem artística única.

     

    1. “Menino com Pássaro”: Uma de suas obras mais delicadas, retratando um menino segurando um pássaro. Guignard tinha uma habilidade especial para capturar a essência da infância e da natureza.

     

    1. “Retratos e Autorretratos”: Guignard também produziu retratos, incluindo autorretratos. Suas representações são sensíveis e introspectivas, revelando sua própria alma artística.

    Alberto da Veiga Guignard era um artista que dominava várias técnicas em suas pinturas, criando obras notáveis com sua habilidade refinada. Aqui estão algumas das técnicas e características que marcaram seu estilo:

     

    1. Cobertura Inicial Cinza: Antes de começar a pintura, Guignard costumava cobrir a tela com uma tinta cinza. Essa técnica, adotada pelos renascentistas, garantia maior unidade e, ao mesmo tempo, contraste entre as cores.

     

    1. Delicadeza dos Traços: Sua pincelada era delicada e precisa. Ele conseguia capturar detalhes sutis e criar nuances límpidas em suas obras.

     

    1. Cores Sutis e Atmosféricas: Guignard usava cores suaves e harmoniosas, especialmente em suas paisagens mineiras. Ele retratava a atmosfera onírica dessas paisagens com maestria.

     

    1. Influência do Barroco Colonial: Sua estada em Minas Gerais influenciou profundamente sua obra. Ele absorveu elementos do barroco colonial e os reinterpretou em sua própria linguagem artística.

     

    1. Temas Religiosos: Nos últimos anos de sua vida, Guignard dedicou-se a temas religiosos, como a série “Via Sacra”. Sua técnica refinada também se reflete nessas obras.

     

    Alberto da Veiga Guignard exerceu, sem dúvida, uma influência significativa na arte moderna brasileira. Sua trajetória artística e suas contribuições marcaram várias áreas:

     

    1. Modernismo Brasileiro: Guignard foi um dos artistas que participaram do movimento modernista no Brasil. Embora sua obra não seja tão conhecida quanto a de outros modernistas como Tarsila do Amaral e Anita Malfatti, ele desempenhou um papel importante na renovação da linguagem artística no país.

     

    1. Paisagens Mineiras: Suas paisagens de Minas Gerais são emblemáticas e influenciaram outros artistas. Ele capturou a essência da região, suas montanhas, vales e cidades, com uma abordagem única e sensível.

     

    1. Técnica e Sensibilidade: Guignard combinava habilidade técnica com uma profunda sensibilidade. Seu uso de cores sutis, traços delicados e atmosfera onírica deixou uma marca duradoura na pintura brasileira.

     

    1. Formação de Novos Artistas: Como professor na Escola Municipal de Belas Artes em Belo Horizonte, ele influenciou uma geração de artistas. Alunos como Amílcar de Castro e Lygia Clark foram inspirados por sua abordagem artística.

     

    1. Reconhecimento Póstumo: Embora tenha enfrentado desafios pessoais e nem sempre tenha tido o reconhecimento merecido em vida, Guignard é agora celebrado como um dos grandes nomes da arte brasileira.

     

    Alberto da Veiga Guignard, um dos grandes nomes da arte brasileira, teve uma trajetória marcante como professor e artista. Vamos explorar suas aulas e sua influência em Ouro Preto e Belo Horizonte:

     

     

    1. Ouro Preto:

     

    • Guignard se encantou pelas paisagens das cidades históricas de Minas Gerais, especialmente Ouro Preto.

     

    • Em 1961, ele se mudou para Ouro Preto, onde passou a residir. Lá, encontrou inspiração nas montanhas, nas igrejas barrocas e na atmosfera única da cidade.

     

     

     

     

     

    1. Belo Horizonte:

     

    • A convite do então prefeito Juscelino Kubitschek, Guignard mudou-se para Belo Horizonte.

     

    • Ele foi contratado para dirigir um curso livre de pintura e desenho, que mais tarde se tornaria a Escola de Belas Artes de Belo Horizonte.

     

    • Após sua morte, em sua homenagem, a escola passou a chamar-se Escola Guignard.

     

    • Guignard também abriu um ateliê no Jardim Botânico e participou do Salão Revolucionário, onde foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra.

     

    A Execução de Tiradentes – Obra encomendada a Guignard pelo então Presidente da República na época, Juscelino Kubitschek. A obra apresenta o estilo único do mestre, apresentando suas paisagens imaginantes no fundo dessa cena histórica onde levou a morte por enforcamento, Joaquim José da Silva Xavier que era conhecido como Tiradentes

     

    Referencias:

     

    https://www.ebiografia.com/alberto_da_veiga_guignard/

    https://arteeartistas.com.br/biografia-de-alberto-da-veiga-guignard-e-a-sua-obra/

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  • Dom Frei Manoel da Cruz

    Dom Frei Manoel da Cruz

    Dom Frei Manoel da Cruz 

    05 de fevereiro de 1690 > Batizado.  

    Nasceu na Casa de Carvalhal, a 40 km da cidade do Porto, Portugal.  

    03 de janeiro de 1764 > Falecimento. Mariana, Minas Gerais.  

    Foi sepultado na Catedral da Sé. Seus restos mortais descansam na cripta. 

    Pais: 

    Manoel Nogueira 

    Maria Duarte da Cruz 

    Eram naturais da Freguesia de Santa Eulália da Ordem. Distrito: Isento da Sagrada Ordem Militar de São João do Hospital de Jerusalém, Porto, Portugal. 

    Membro da nobreza portuguesa da Casa de Carvalhal. 

    Recebeu o hábito dos Monges de São Bernardo no Real Mosteiro de Santa Maria de Salzedas em 30 de março de 1708. Ele era Monge cisterciense da Ordem de São Bernardo. 

    Doutor em Teologia, formado na Universidade de Coimbra, Portugal em 1726. 

    Em 1732 foi eleito Dom Abade do Colégio do Espírito Santo de Coimbra. 

    Foi Mestre de Noviços do Real Mosteiro de Alcobaça. Em 1738. No mesmo ano é nomeado pelo Rei D. João V como Bispo da cidade de São Luís do Maranhão, confirmado pelo Papa Clemente VII, sendo seu sexto Bispo. Assumiu o cargo em 15 de junho de 1739. 

    Esteve à frente da Diocese em São Luís entre 1739 – 1747.  

    Tendo feito muitas viagens pastorais pelo Estado, ordenando 81 sacerdotes. 

    Em 25 de abril de 1745 foi nomeado Bispo de Minas Gerais pelo Rei D. João V. Tomando posse por procuração em 27 de fevereiro de 1748. 

    Deixando a cidade de São Luís no dia 03 de agosto de 1747, tendo ele 57 anos, realizou a sua viagem por terra, indo a pé, de cavalo, permanecendo por alguns meses no Piauí por causa do período de chuvas intensas na região. Depois seguindo em barco pelo Rio São Francisco até no encontro com o seu maior afluente, o Rio das Velhas que nasce na cidade de Ouro Preto, tem 801 km de extensão, tendo passado por dois naufrágios.  

    Passando por onde hoje está a cidade de Itabirito, ele permaneceu um período por motivo de doença, ficando em um sítio na área rural. Depois de curado, seguiu viagem, passando por Ouro Preto, sendo recebido pelas autoridades locais e finalmente chegando até a cidade de Mariana, uma verdadeira epopeia pastoral, levou 14 meses, tendo a necessidade de ser sangrado 6 vezes.  

    Entrou em Mariana no dia 15 de outubro de 1748, dia de Santa Tereza D’Ávila, que é Doutora da Igreja, montado num majestoso cavalo branco, coberto por um precioso damasco, guarnecido de galão e franjas de ouro, foi o acontecimento mais notável de toda a história do Bispado em Minas Gerais. Fazendo entrada pública com procissão em 28 de novembro de 1748.   

    Este notável acontecimento foi descrito na obra “Áureo Trono Episcopal”, escrito por Francisco Ribeiro da Silva, impresso em Lisboa em 1749. 

    Esteve à frente da Diocese de Mariana entre 1748 – 1764. 

     

     

    Levou a Capitania a devoção aos Sagrados Corações de Jesus, Maria e José, estimulando a devoção ao padre José de Anchieta. Realizou muitas viagens pastorais, como no Estado do Maranhão, tendo ordenando 277 padres em Minas Gerais, construção de Igrejas, como a Igreja de São Pedro dos Clérigos em Mariana. 

    Fundou em 20 de dezembro de 1750 o Seminário Nossa Senhora da Boa Morte, que foi o primeiro estabelecimento de ensino em terras Mineiras.  

     

    Referências: 

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_da_Cruz 

    http://www.descubraminas.com.br/Turismo/DestinoPagina.aspx?cod_destino=7&cod_pgi=1639 

    http://www.arvore.net.br/trindade/TitDomFreiManoel.htm 

    http://marianahistoricaecultural.com.br/noticia/30/aureo-trono-episcopal 

    Livro particular da Professora e Doutora em História da Arte: Maria Lucia Dornas. 

  • Joaquim José da Silva Xavier

    Joaquim José da Silva Xavier

    Nasceu em 16 de agosto de 1746 e batizado em 12 de novembro de 1746.

    Fazenda do Pombal, hoje em ruínas, na época pertencia a Vila de São João del Rei, hoje pertence a cidade de Ritápolis, antiga Santa Rita do Rio Abaixo. A Fazenda era grande, nela trabalhavam 35 escravos, a casa tinha 2 pavimentos, havia senzalas e cozinhas coletivas. A família possuía um número grande e valioso de instrumentos de ferro para minerar.

    Pai > Domingos da Silva Santos. Falecido em 1757.

    Mãe > Antônia da Encarnação Xavier. Batizada em 12 de abril de 1721 na Matriz de Santo Antônio da vila de São José del Rei, hoje a cidade de Tiradentes. Casou-se com Domingos e 30 de junho de 1738. Falecida em 1755.

    Padrinho > Sebastião Ferreira Leitão. Tio. Cirurgião dentista.

    Madrinha > Nossa Senhora da Ajuda. Havia uma Ermita dentro da Fazenda em devoção a Santa.

    Quarto filho de sete irmãos:

    > Domingos da Silva Xavier

    > Catharina da Encarnação Xavier

    > Antônia Rita de Jesus Xavier

    > Maria Victória de Jesus Xavier

    > Antônio da Silva e Santos

    > José da Silva dos Santos

    Foi > Dentista; Tropeiro; Minerador; Militar; Ativista político. Atuava nas duas Capitanias de Minas e do Rio de Janeiro.

    Após a morte da Mãe, em 1755, a família segue para a Vila de São José del Rei, hoje Tiradentes, e após dois anos, em 1757, seu pai vem a falecer, deixando ele e seus irmãos órfãos. Perderam as propriedades e bens por conta de dívidas. Cada um ficou a cuidado de algum familiar, o Tiradentes ficou aos cuidados de seu tio Padrinho, Sebastião Ferreira Leitão, que era cirurgião dentista, daí aprendendo o ofício de “tirar dentes”, recebendo então está Alcunha, que quer dizer apelido, ficando com ele até a idade de 19 anos quando começa a atividade de Mascate.

    Em 1767, com 21 anos, trabalhava por conta própria, levando e trazendo mercadorias do Rio de Janeiro até as Vilas de São José e São João del Rei.

    Em 1769, com 23 anos, ingressou na Companhia de Cavalaria dos Vice-Reis. Em 1776, com 30 anos, foi promovido à Alferes no recém criado Regimento da Cavalaria Regular.

    Em paralelo a atividade militar o Joaquim chegou a ser sócio de uma botica “farmácia de época”, de assistência a pobreza na ponte do Rosário, na antiga Vila Rica, hoje Ouro Preto. Dedicava-se as práticas farmacêuticas e ao exercício da profissão de dentista, dizem que ele produzia dentes, colocava e tirava-os com maestria.

    Detinha também, o conhecimento sobre as ervas e plantas medicinais, adquiridos com seu primo, o Frei José Mariano da Conceição Veloso, consagrado botânico de época.

    Com seu trabalho na área de mineração, Joaquim tornou-se exímio conhecedor de terrenos e na exploração de seus recursos, inclusive trabalhando para o Governo português, fazendo levantamento do sertão entre as Capitanias de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

    Em 1777, morava no Rio de Janeiro em casa alugada a custa da Fazenda Real em missão oficial.

    Em 1778/79, ainda continuava no Rio, servindo nas forças de defesa contra ameaças externas. Em sua companhia estavam o Tenente Coronel Francisco de Paula Freire de Andrada e o Capitão Francisco Antônio de Oliveira Lopes. As forças mineiras voltaram do Rio para Minas em 1779.

    Em 1780, Tiradentes esteve como Comandante do destacamento local em Sete Lagoas, encarregado da guarda do Registro ali instalado, porta de entrada do Vale Médio do Rio São Francisco.

    Em 1781, foi nomeado Comandante do destacamento dos Dragões do Rei na patrulha do Caminho Novo, estrada oficial de época que liga Ouro Preto até o Rio de Janeiro, passando por onde hoje está a cidade de Petrópolis. Com boa atuação, levando a prisão de um famoso grupo de “salteadores”, ladrões de época, liderados pelo malvado bandido conhecido como Montanha.

    Em 1784, é convocado para uma missão de relevância, guardar as fronteiras, a leste da Capitania.

    Em 14 anos que serviu em penosas e arriscadas missões, não recebeu uma só promoção, apesar de sempre ter-se portado com zelo e dedicação. Tinha confiança dos chefes e dos soldados que lhe davam procuração para receber seus soldos. Em depoimento na prisão em 18 de janeiro de 1790, faz um desabafo de revolta porque vários colegas foram diversas vezes promovidos.

    1786 a 1789 > Começa uma série de viagens ao Rio (período conspiratório).

    Insatisfeito com a carreira militar, não conseguindo promoções, subir de posto, mesmo sendo merecedor, chegando apenas ao posto de Alferes, patente inicial do oficialato da época, pedindo assim licença da Cavalaria em 1787.

    1787 e 1788 > Faz projetos para obras no Rio de Janeiro:

    > Abastecimento regular de água para a cidade, pela canalização do Rio Andaraí.

    > Construção de moinhos aproveitando a canalização do rio e mais os desníveis dos córregos do Catete, Comprido, Laranjeiras e Maracanã.

    > Construção de um cais de porto e armazéns.

    > Serviço de barcas de transporte de passageiros Rio – Niterói.

    Em nenhum destes projetos ele recebeu autorização da Coroa para executar as obras.

    Era solteiro, mas deixou descendência, uma filha de nome Joaquina, de um relacionamento com Antônia Maria do Espírito Santo, devia ter entre 16 e 17 anos, quando ficou grávida. Ele assumiu a paternidade e batizou a filha em 31 de agosto de 1786, na Matriz do Pilar da Vila Rica, hoje Ouro Preto, o padrinho foi Domingos de Abreu Vieira (Inconfidente).

    Voltando um pouquinho na história:

    Com a posse em 1783, de Luís da Cunha de Menezes, como Governador da Capitania, o clima nas Minas, esquentou, com seus desmandos, sua invasões as casas das pessoas sem prévia autorização, ficou conhecido como o “Fanfarrão Minésio” nas famosas Cartas Chilenas, escritas por Tomás Antônio Gonzaga, Ouvidor na época, era um advogado da Coroa. O sentimento de revolta atingiu o máximo com a declaração da derrama, isto é, seria a cobrança forçada de todos os impostos devidos pela Capitania a Coroa portuguesa, confiscando bens, chegando até a prender a pessoa a ser cobrada, isso já ficou a cargo do novo Governador que destituiu do cargo Luís da Cunha e também do Ouvidor Tomás Antônio Gonzaga, o famoso Visconde de Barbacena, Luís Antônio Furtado de Mendonça, em 1788, afetando especialmente as elites mineiras, na economia, principalmente da mineração, se fazendo necessário para saldar a dívida que a Capitania de Minas devia a Coroa portuguesa, por volta de 768 arrobas de ouro em impostos atrasados. A Derrama seria para o ano de 1789. O Levante da Inconfidência seria também para esta mesma época, mas em 15 de março de 1789, ouve a delação do levante pelos portugueses: Coronel Joaquim Silvério dos Reis, do Tenente-coronel Basílio de Brito Malheiro do Lago e do luso-açoriano Inácio Correa Pamplona em delação premiada, em troca do perdão de suas dívidas com a Coroa, dentre outros pedidos, principalmente do maior e mais famoso delator dos três que foi o Joaquim Silvério dos Reis.
    Estando o Alferes no Rio de Janeiro, sendo perseguido por Joaquim Silvério dos Reis a mando do Visconde de Barbacena e do Vice-Rei e seus homens, ele pede ajuda a uma viúva de 57 anos, Inácia Gertrudes de Almeida que devia gratidão ao Alferes por ter curado de uma ferida na perna a sua filha, a mesma não podendo hospedar um homem solteiro em sua casa, onde vivia ele e sua filha, ela pedi ao ourives Domingos Fernandes da Cruz que escondesse o Alferes em sua casa. O Padre Inácio de Lima Nogueira foi quem levou roupas para o Alferes, o mesmo desejando saber “em que termos vão as coisas”, pedi ao Padre Inácio que procure o então “amigo” Joaquim Silvério dos Reis. No dia 09 de maio de 1789, Silvério entrega o Padre Inácio ao Vice-Rei delatando que o mesmo sabia do paradeiro de Tiradentes, do seu esconderijo. O Vice-Rei manda buscar o Padre e depois de um “tranquilo” aperto o Padre revela o local, a casa onde o Tiradentes estava escondido. Foi preso às 22:30, levado para o calabouço da Fortaleza de São José, na ilha das Cobras. Domingo 10 de maio de 1789.

    22 de maio de 1789:

    1º e 2º Interrogatórios > Tiradentes nega todo o seu envolvimento.

    3º Interrogatório > 30 de maio de 1789, foi feita uma acareação entre Tiradentes e Joaquim Silvério dos Reis, ficara então sabendo que o mesmo “amigo” o traíra o tempo todo.

    4º Interrogatório > 18 de janeiro de 1790, entrega tudo, assume sua culpa e participação no levante, inocenta os parceiros. Estava há 7 meses incomunicável.

    Em 1790, o Conde de Resende é nomeado Vice-Rei do Brasil e com a missão de acabar com a conspiração mineira, dando início a um processo judicial contra os conjurados já presos.

    Em 14 de abril de 1791, Tiradentes comparece pela 1ª vez diante de um Juiz, Presidente da Alçada Régia, Desembargador Sebastião Xavier de Vasconcelos Coutinho (participou ativamente desde os depoimentos, julgamento e condenação dos Inconfidentes), para dar seu depoimento entregando a conjuração. Permaneceu preso na Fortaleza de São José até a condenação ao enforcamento.

    19 de abril de 1792 > Os Inconfidentes recebem as suas penas: Onze condenados à morte, 05 à degredo perpétuo e várias condenações a morte. Todos perderam os seus bens.

    20 de abril de 1792 > A Rainha Dona Maria I, muda a decisão final que comutava a pena de morte em degredo para a África para os condenados menos a do Alferes.

    Em 21 de abril de 1792, era sábado:

    > 04:00 – Um barbeiro entra na sua cela e faz a sua barba, raspa seu cabelo, é trocada a sua roupa e recebe a Extrema Unção.

    > 09:00 – Abrem os portões da cadeia para levar Tiradentes a forca, as pessoas estavam nas ruas para ver o Cortejo, que foi anunciado na cidade pelo menos uns 15 dias antes, para que todos se preparassem para o evento que seguiu pelas ruas: Rua da Cadeia; Rua do Piolho; Barreira de Santo Antônio; Igreja da Lampadosa, Largo da Lampadosa hoje está a Praça Tiradentes. Foram caminhando pelas ruas, sendo Tiradentes puxado pelo pescoço pelo carrasco Capitania, a frente os Frades e Irmãos de todas as Ordens e Irmandades.

    > 11:20 – Hora do Enforcamento. A escada para a forca tinha mais de 20 degraus, no Patíbulo. Tiradentes pede a seu carrasco que abreviasse a sua morte e quando seu corpo é lançado ao vazio, o Capitania sobe em seus ombros elevando o peso e assim abreviando a sua morte.

    > 14:00 – O corpo é retirado da Forca, colocado em uma carreta de madeira e levado ao quartel do Regimento de Extremoz, no campo de Santana. Seu corpo foi esquartejado, seu tronco enterrado como indigente, os seus quartos foram colocados em bolsas de couro com sal para conservar e levados pela estrada oficial que liga a cidade do Rio de Janeiro até a Ouro Preto, hoje chamado de Caminho Novo da Estrada Real, onde seus quartos foram sendo deixados nas estalagens e locais onde se mais divulgava as ideias separatistas, sua cabeça foi levada até Ouro Preto, deixada em um poste de madeira na principal Praça da cidade, hoje seu nome é Praça Tiradentes, para servir de exemplo, para que todos e todas vissem o que aconteceu com ele e ninguém mais se atrevesse a ir contra as ordens da Coroa portuguesa.

    Seus quartos foram deixados:

    > Santana de Cebolas – Paraíba do Sul, hoje divisa de MG e RJ. Quarto superior esquerdo. Enterrado no piso da Igreja de Santana.

    > Varginha do Lourenço – Local hoje entre Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco. Quarto inferior direito. A estalagem pertencia a João da Costa Rodrigues.

    > Barbacena – Antiga Borda do Carmo – adro da Igreja Nossa Senhora do Rosário. Quarto superior direito.

    > Bananeiras ou Bandeirinhas – próximo a Ouro Preto. Quarto inferior esquerdo.

    21de maio de 1792 > Cabeça chega em Vila Rica, hoje Ouro Preto.

    Sua casa em Ouro Preto foi destruída, incendiada, jogaram sal no lote para não crescer nada e colocaram um padrão de infâmia para que as próximas gerações sofressem também.

    Frase de Tiradentes: “Se todos quisessem, poderíamos fazer no Brasil uma grande nação”. Isto é válido até hoje.

    Hoje ele é considerado:

    > Patrono Cívico do Brasil.

    > Patrono das Polícias Militares e Polícias Civis dos Estados.

    Referências:
    Wikipédia
    Livro particular da Doutora em História da Arte: Maria Lúcia Dornas Martins

  • Manoel da Costa Ataíde

    Manoel da Costa Ataíde

    Batizado na Catedral da Sé em Mariana > 18 de outubro de 1762.

    Enterrado na Igreja de São Francisco de Assis em Mariana > 02 de fevereiro de 1830.

    Filiação:

    Maria Barbosa de Abreu – Mãe.

    Luís da Costa Ataíde – Pai – Capitão Militar – português.

    Teve 04 irmãos, 03 homens e 01 mulher.

    Manoel foi pintor; professor; decorador; militar (sargento em 1797 e alferes em 1799); dourador; desenhista e ilustrador. Homem calmo, fino, rico de dotes e prestígios.

    Manoel não se casou, teve um relacionamento em regime de concubinato com a mulata Maria do Carmo Raimunda da Silva, nascida em 1788. e com ela teve 6 filhos:

    Francisco de Assis Pacífico da Conceição (1809).

    Maria do Carmo Neri da Natividade (1812).

    Sebastião (1814, morto após o nascimento).

    Francisca Rosa de Jesus (1815).

    Justino (1818, morto ainda bebê).

    Ana Umbelina do Espírito Santo (1821).

    Possuía 04 escravos:

    Ana (doméstica).

    Pedro, Manoel e Ambrósio (assistentes de trabalho).

    Em toda a sua vida sempre foi generoso com escravos e aprendizes.

    Foi contemporâneo a Antônio Francisco “Aleijadinho”, parceiro em alguns momentos, em alguns trabalhos.

    Teve numerosos alunos e seguidores.

    Técnica apurada da perspectiva, foi o Maior representante da pintura no período colonial no Brasil.

    Em 29 de abril de 1818, recebe da Câmara de Mariana o atestado de professor, um certificado de época para exercer uma profissão, onde havia um teste presencial mostrando as habilidades do candidato.

    Em 18 de maio de 1818, enviou uma petição ao Rei D. João VI para criar em Mariana uma escola: “Aula de Desenho e Arquitetura Civil e Militar e da Pintura”, não obtendo nenhum tipo de resposta.

    Junto com outros artistas da época tais como: Bernardo Pires da Silva, Antônio Martins da Silveira e João Batista de Figueiredo, montam a chamada “Escola de Mariana”.

    O Manoel dominava muito bem a técnica do Ilusionismo, que exigia do artista a capacidade de organizar coerentemente imagens diversificadas em uma escala monumental, além de bons conhecimentos de perspectiva e as Leis do Escorço. Mestre Ataíde deu a essa “falsa arquitetura”, tratamentos variados, umas vezes sólida, outras vezes se dissolvendo numa profusão de festões, guirlandas e rocalhas. Geralmente esses elementos estruturados são compostos de figuras secundárias tais como: anjos; santos; mártires, doutores da Igreja, etc. No centro do medalhão com figuras de Cristo ou da Virgem Maria. Uso frequente de reprodução de gravuras, de estampas.

    Possivelmente seu primeiro trabalho usando a técnica da perspectiva e do ilusionismo teria sido a Matriz de Santo Antônio da cidade de Santa Bárbara e sua obra prima e a mais aclamada de todas seria o forro da nave da Capela de São Francisco da Penitência de Ouro Preto.

    Os templos decorados desta forma, com obras narrativas e alegóricas, eram chamados de “a Bíblia dos analfabetos”.

    Gostava muito de usar as cores azul, vermelho, amarelo, sépia e marrom.

    Muitos trabalhos executando pinturas parietais e sobre painel.

    Adorava as Bandas de Música, algumas atuam até os dias de hoje. Na execução do seu trabalho nos forros das Igrejas, vemos recorrente esse tema: músicos e seus instrumentos.

    Em seu espólio, ou bens deixados temos vários instrumentos musicais na lista:

    Pianoforte; Rabeca; Violeta; Fagote; Caixa de tabaco; Espada; Espingardas; Pistolas; Relógio com corrente dourada; Par de fivelas de calção de pedras de topázio cravadas em prata dourada; Calção de selim riscado; Colete de lã; Chapéu; Bengala de junco com cabo de prata; Chácara; Casa na rua Nova.

    Trabalhos executados, atribuídos ao Mestre:

    Pintura de tetos, panos de porta e outros painéis

    Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, em Mariana (1791/1792 – pano de porta; 1794/1795 – forro da sacristia)

    Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Piranga (1800)

    Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, em Ouro Preto (1801/1812 – forro da nave)

    Igreja Matriz de Conceição do Mato Dentro (1805 – seis painéis)

    Igreja Matriz de Santo Antônio, em Santa Bárbara (1806/1807 – duas imagens de Cristo)

    Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (1818/1819 – retoques no forro da nave da Igreja; pintura parietal nas três primeiras Capelas dos Passos[64])

    Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, em Ouro Preto (1818 – quatro painéis grandes)

    Catedral de Mariana (1819/1821)

    Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Mariana (1823 – teto da capela-mor)

    Câmara de Mariana (1824 – um retrato do Imperador)

    Igreja Matriz de Santo Antônio, em Ouro Branco

    Capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Santa Bárbara (1827)

    Colégio do Caraça (1828 – A Última Ceia)

    Douramento de talha

    Altar da Igreja Nossa Senhora do Carmo de Ouro Preto. Projeto do altar e douramento.

    Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, em Mariana (1793/1794 – retábulo; 1794/1795 – altar-mor; 1804/1807 – trono e altar-mor)

    Santa Isabel, Mariana (1795/1800 – altar)

    Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Piranga (1800 – altar)

    Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, em Ouro Preto (1801/1812; 1825 – tabernáculo)

    Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, em Ouro Preto (1812 – capela e oratório; 1818 – prateamento de sessenta castiçais e oito palmas; 1824 – altar-mor; 1825 – arco do cruzeiro, quatro portadas e o presbitério; 1826 – altares laterais e dois púlpitos)

    Catedral de Mariana (1819/1821)

    Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Mariana (1823 – inúmeras peças; 1826 – termina o altar-mor)

    Capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Santa Bárbara (1827)

    Encarnação de estátuas

    Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (1781; 1808/1809; 1818/1819)

    Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, em Mariana (1793/1794)

    Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, em Ouro Preto (1805 – estátuas de São Roque, Santo Ivo, São Francisco, o Pontífice, dois Cardeais e de São Luís)

    Igreja Matriz de Santo Antônio, em Santa Bárbara

    Igreja Matriz de Conceição do Mato Dentro

    Matriz de Santo Antônio, em Itaverava (1811/1812 – estátua de Nossa Senhora)

    Projeto do retábulo arquitetural

    Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, em Ouro Preto (1813)

    Iluminação de manuscritos

    Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana, onde estão preservados os Livros de Compromisso das Irmandades de Nossa Senhora das Mercês, da Freguesia de São Bartolomeu, e da Irmandade de Nossa Senhora da Lapa, de Antônio Pereira.

    Referência: Wikipédia.

  • Carlos Drummond de Andrade e Paulo Nava

    Carlos Drummond de Andrade e Paulo Nava

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  • Juscelino Kubitschek de Oliveira

    Juscelino Kubitschek de Oliveira

    Também conhecido como Nonô, nasceu em um sobrado na Rua Direita na cidade de Diamantina, Minas Gerais no dia 12 de setembro de 1902. Seu pai, caixeiro viajante, delegado de policia e mascate, João César de Oliveira e sua mãe professora de nível fundamental Júlia Kubitschek. Teve uma irmã, mais velha, Maria da Conceição que tinha o apelido carinhoso de Naná. Com quase três anos de idade perde o pai, que através de um resfriado que se agravou até a uma pneumonia, levando a morte, deixando a família sem o provedor de renda, agora só dependendo do salário de Júlia. Se mudam para uma casa bem simples acima da Igreja de São Francisco de Assis, que hoje tem um Memorial que guarda a sua trajetória humana, política e profissional como médico urologista. Em 1914 conclui o Curso primário. Estudou no Seminário de Diamantina, aos 15 anos incompletos conclui o Curso de Humanidades. Com dinheiro arrecadado por vender uma joia valiosa de família, Júlia financia a ida de Nonô para Belo Horizonte para participar de concurso de telegrafo, ele se classifica bem, voltando para Diamantina, pratica Código Morse, com José Gomes Jardim.

     

    Em 1920 muda para Belo Horizonte, fica vivendo com a mesada que sua mãe enfia para ele, em 1921 é nomeado como telegrafista auxiliar. Em 1922 presta vestibular para Medicina.

    1926 em uma festa, conhece o grande amor de sua vida, Sarah Gomes de Sousa Lemos.

    Forma-se em Medicina pela UFMG em 17 de dezembro de 1927. Final de 1930, parte para a França de navio, o Formose, ficando em Paris, mas viajando pela Europa, adquirindo conhecimento na área da Saúde, em Viena na Itália, na terra do seu avô materno a Tchecoslováquia, Berlim na Alemanha e Oriente Médio. Doutora-se em Urologia em Paris, tendo como o Mestre Maurice Chevassu.

     

    Márcia, D. Sarah Kubitschek, Maria Estela e JK.

    Regressa ao Brasil em novembro de 1930. Em março de 1931 com a ajuda de Gustavo Capanema, secretário de Justiça, foi nomeado para a Força pública, servindo como Capitão-médico no Hospital Militar.

    Em dezembro de 1931, casa-se com Sarah, na igreja da Paz, no Rio de Janeiro. Tiveram duas filhas: Márcia, de sangue, que nasceu em 22 de outubro de 1943 e Maria Estela, que foi adotada em 1947, com 04 anos de idade.

    Em 1932 foi convocado como Médico das tropas mineiras na Revolução Constitucionalista, ficaram instalados na cidade de Passa Quatro, defendendo o Governo de Vargas contra os Paulistas revoltosos, em conflitos armados na Serra da Mantiqueira do famoso túnel férreo, na divisa dos dois Estados. Em 1933, foi nomeado Chefe de Gabinete por Benedito Valadares, interventor do Estado no governo de Getúlio Vargas.

    Em 1934, eleito Deputado Federal, faz sua campanha na região de Diamantina no lombo de burro, fica até 10 de dezembro de 1937, quando acontece um Golpe do Estado Novo e o Congresso Nacional é fechado a mando de Getúlio Vargas e o mandado de todos os políticos são cassados. O Juscelino volta para a Medicina.

    Prefeito de Belo Horizonte de 1940 até outubro de 1945. Empossado em 18 de abril de 1940 a mando de Benedito Valadares. Inaugura o Complexo da Pampulha em março de 1943, projetado por Oscar Niemeyer, Burle Marx, Portinari, Ceschiatti.

    Em dezembro de 1945 é eleito Deputado Constituinte pelo PSD, empossado em 05 de fevereiro de 1946.

    Eleito Governador de Minas Gerais em 1951, empossado em 31 de janeiro de 1951. Criou a Cemig em 1952, inaugurou a Mannesmann em 12 de agosto de 1944, 75 aeroportos, 120 postos de saúde, dentre outras realizações.

    Último Presidente a assumir o cargo no Palácio do Catete, eleito em 03 de outubro de 1955, empossado em 31 de janeiro de 1956, ficou no cargo até o fim do seu mandato em 1961. JK e João Goulart, seu vice, só assumiriam o poder através de um levante militar comandado pelo Ministro da Guerra o General Henrique Teixeira Lott, em 11 de novembro de 1955, depondo o então Presidente interino Carlos Luz.

     

    Promessa de construção de Brasília foi feita em um comício na cidade de Jataí em 04 de abril de 1955. Lei aprovada no Congresso Nacional, número 2874, sancionada por JK em 19 de janeiro de 1956, determinando a mudança da Capital e criando a Novacap – Companhia Urbanizadora da Nova Capital.

    Faleceu em 22 de agosto de 1976 em um trágico acidente de carro na Via Dutra, no município de Resende, no Rio de Janeiro, ele e seu motorista, os dois viajando em um automóvel Opala, colidiram de frente em uma carreta que transportava gesso.

    Esse é um pouquinho da vida deste incrível Homem.

  • Antônio Francisco Lisboa “Aleijadinho”

    Antônio Francisco Lisboa “Aleijadinho”

    Origem da Família > Freguesia de Odivelas, localidade que remonta ao século XII.
    Avós paternos > João Francisco / Madalena Antunes. Viviam na localidade chamada Pombais. Possível vinda dos dois para Ouro Preto, registro de recebimento de terra em 1721, existe um documento na Matriz de Antônio Dias, de 11/Dezembro/1734, que foi batizada uma menina com nome de Maria e padrinho João Francisco. Tiveram 05 filhos : 03 homens, 02 mulheres, Manoel Francisco, foi o 3º filho. Chegaram ao Brasil em data anterior a 1720.
    Antônio Francisco Pombal > tio de Aleijadinho, nascido em Pombais, batizado em Odivelas, na Matriz de São José dos Carpinteiros. Em 23/Dezembro/1740, assumi com a Câmara de Vila Rica, a obrigação de terminar a carpintaria de uma Igreja, provavelmente a Matriz do Pilar em Ouro Preto. Foi examinado em 1715, com 26 anos, em Lisboa, e aprovado como Mestre Carpinteiro pela Irmandade de São José Patriarca.
    Francisco Antônio Lisboa > batizado em 15/Novembro/1699, na Matriz de Odivelas.
    Antônia > batizada em 01/Novembro/1702, na Matriz de Odivelas.
    Manoel Francisco Lisboa > batizado em 24/Fevereiro/1697. Em 1724, Manoel já havia estabelecido sua oficina de carpinteiro em Vila Rica. Em 1729, ostentava o título de Mestre Carpinteiro. Teve três filhos com Isabel, preta, forra. O 1º foi José, batizado em 06/Dezembro/1734. Manoel casou-se em 07/Dezembro/1738, na Matriz de Conceição de Antônio Dias, com Antônia Maria de São Pedro, portuguesa. Manoel faleceu em 07/Junho/1767, sepultado na Matriz de Conceição de Antônio Dias na Cova do Santíssimo Sacramento, com hábito de Terceiro da Ordem Terceira do Carmo e teve 40 missas póstumas. Alguns bens passaram para seu filho o Padre Félix Antônio Lisboa.
    Manoel e Antônia tiveram os seguintes filhos :
    Maria da Conceição Lisboa > nascida por volta de 1742. Faleceu em 27/Julho/1824 sepultada dentro da Igreja do Carmo em Ouro Preto, pertenceu a Irmandade Carmelita.
    Ana > batizada em 29/Maio/1743, na Matriz do Pilar em Ouro Preto, faleceu antes de 1778.
    Uma criança do sexo masculino que faleceu antes de ser batizada. Sepultada na Matriz do Pilar em Ouro Preto em 29/Abril/1747.
    Joaquina Francisca Lisboa > nascida por volta de 1749, costureira, sabia escrever, pertencia a Irmandade do Carmo, faleceu em 29/Maio/1832.
    Madalena Tereza de Jesus > nascida por volta de 1753. Falecida em 17/Junho/1817, sepultada na Matriz de Conceição de Antônio Dias.
    Padre Félix Antônio Lisboa > nascido em Ouro Preto em 12/Junho/1755, batizado na Matriz de Conceição de Antônio Dias em 17/Junho/1773. Ingressou na Venerável Ordem 3ª do Carmo em Vila Rica. Faleceu em 30/Março/1838.
    Izabel > mãe de Aleijadinho, foi sepultada na Matriz de Antõnio Dias, em Ouro Preto no dia 19/Março/1747.

    Em 1760, tenha sido provavelmente quando Aleijadinho conseguiu o posto de Mestre, a partir deste ano, começa a aparecer sua atuação autônoma.
    Oficiais escultores que trabalharam com Aleijadinho > Justino Ferreira de Andrade e Manoel Gonçalves Bragança.
    Período de grande produção do artista > 1766 a 1808.
    Sintomas da doença começaram a aparecer em 1777, aos 39 anos de idade.
    Em 05/Agosto/1772, Aleijadinho se filia a Irmandade de São José Patriarca de Vila Rica. Foi Juiz da Irmandade Nossa Senhora da Boa Morte, da Paróquia de Antônio Dias, no qual foi enterrado no altar destina à Irmandade na Matriz de Conceição de Antônio Dias.
    Em 1775, Aleijadinho se relaciona com Narcisa Rodrigues da Conceição, crioula forra, tendo um filho com ele, chamado Manoel, em homenagem ao pai, que foi batizado na Catedral do Rio de Janeiro em 23/Janeiro/1777.

    Possíveis doenças > Escorbuto; Sífilis; Lepra; Zamparina; Artrite; Porfiria; Poliomielite.
    Tempo encamado > Dezembro/1812 a Novembro/1814. Período que esteve morando com sua nora Joana Correa de Araujo.
    Exumações :
    1ª > 1930 > (mistura de várias ossadas).
    2ª > 1971 > Médico Paulo Silva Lacaz
    3ª > 1998 > Médico Geraldo Barroso de Carvalho (exames mais detalhados).
    João Gomes Batista > Mestre, desenhista, deve ter incentivado Aleijadinho na sua formação.
    Perdeu seu escravo Maurício em Congonhas.

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