Juscelino Kubitschek de Oliveira

Também conhecido como Nonô, nasceu em um sobrado na Rua Direita na cidade de Diamantina, Minas Gerais no dia 12 de setembro de 1902. Seu pai, caixeiro viajante, delegado de policia e mascate, João César de Oliveira e sua mãe professora de nível fundamental Júlia Kubitschek. Teve uma irmã, mais velha, Maria da Conceição que tinha o apelido carinhoso de Naná. Com quase três anos de idade perde o pai, que através de um resfriado que se agravou até a uma pneumonia, levando a morte, deixando a família sem o provedor de renda, agora só dependendo do salário de Júlia. Se mudam para uma casa bem simples acima da Igreja de São Francisco de Assis, que hoje tem um Memorial que guarda a sua trajetória humana, política e profissional como médico urologista. Em 1914 conclui o Curso primário. Estudou no Seminário de Diamantina, aos 15 anos incompletos conclui o Curso de Humanidades. Com dinheiro arrecadado por vender uma joia valiosa de família, Júlia financia a ida de Nonô para Belo Horizonte para participar de concurso de telegrafo, ele se classifica bem, voltando para Diamantina, pratica Código Morse, com José Gomes Jardim.

Em 1920 muda para Belo Horizonte, fica vivendo com a mesada que sua mãe enfia para ele, em 1921 é nomeado como telegrafista auxiliar. Em 1922 presta vestibular para Medicina.

1926 em uma festa, conhece o grande amor de sua vida, Sarah Gomes de Sousa Lemos.

Nonô e Sarah

Forma-se em Medicina pela UFMG em 17 de dezembro de 1927. Final de 1930, parte para a França de navio, o Formose, ficando em Paris, mas viajando pela Europa, adquirindo conhecimento na área da Saúde, em Viena na Itália, na terra do seu avô materno a Tchecoslováquia, Berlim na Alemanha e Oriente Médio. Doutora-se em Urologia em Paris, tendo como o Mestre Maurice Chevassu.

Regressa ao Brasil em novembro de 1930. Em março de 1931 com a ajuda de Gustavo Capanema, secretário de Justiça, foi nomeado para a Força pública, servindo como Capitão-médico no Hospital Militar.

Juscelino como Médico

Em dezembro de 1931, casa-se com Sarah, na igreja da Paz, no Rio de Janeiro. Tiveram duas filhas: Márcia, de sangue, que nasceu em 22 de outubro de 1943 e Maria Estela, que foi adotada em 1947, com 04 anos de idade.

Nonô na Revolução de 1932

Em 1932 foi convocado como Médico das tropas mineiras na Revolução Constitucionalista, ficaram instalados na cidade de Passa Quatro, defendendo o Governo de Vargas contra os Paulistas revoltosos, em conflitos armados na Serra da Mantiqueira do famoso túnel férreo, na divisa dos dois Estados. Em 1933, foi nomeado Chefe de Gabinete por Benedito Valadares, interventor do Estado no governo de Getúlio Vargas.

Em 1934, eleito Deputado Federal, faz sua campanha na região de Diamantina no lombo de burro, fica até 10 de dezembro de 1937, quando acontece um Golpe do Estado Novo e o Congresso Nacional é fechado a mando de Getúlio Vargas e o mandado de todos os políticos são cassados. O Juscelino volta para a Medicina.

Prefeito de Belo Horizonte de 1940 até outubro de 1945. Empossado em 18 de abril de 1940 a mando de Benedito Valadares. Inaugura o Complexo da Pampulha em março de 1943, projetado por Oscar Niemeyer, Burle Marx, Portinari, Ceschiatti.

Em dezembro de 1945 é eleito Deputado Constituinte pelo PSD, empossado em 05 de fevereiro de 1946.

Eleito Governador de Minas Gerais em 1951, empossado em 31 de janeiro de 1951. Criou a Cemig em 1952, inaugurou a Mannesmann em 12 de agosto de 1944, 75 aeroportos, 120 postos de saúde, dentre outras realizações.

Último Presidente a assumir o cargo no Palácio do Catete, eleito em 03 de outubro de 1955, empossado em 31 de janeiro de 1956, ficou no cargo até o fim do seu mandato em 1961. JK e João Goulart, seu vice, só assumiriam o poder através de um levante militar comandado pelo Ministro da Guerra o General Henrique Teixeira Lott, em 11 de novembro de 1955, depondo o então Presidente interino Carlos Luz.

Promessa de construção de Brasília foi feita em um comício na cidade de Jataí em 04 de abril de 1955. Lei aprovada no Congresso Nacional, número 2874, sancionada por JK em 19 de janeiro de 1956, determinando a mudança da Capital e criando a Novacap – Companhia Urbanizadora da Nova Capital.

Nonô sonhando com Brasilia

Faleceu em 22 de agosto de 1976 em um trágico acidente de carro na Via Dutra, no município de Resende, no Rio de Janeiro, ele e seu motorista, os dois viajando em um automóvel Opala, colidiram de frente em uma carreta que transportava gesso.

Esse é um pouquinho da vida deste incrível Homem.

Em vídeo a vida do Visionário Nonô

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