Igreja do Carmo de Sabará

Belíssimo exemplar de construção católica do século XVII. Pertence a Venerável Ordem Terceira do Carmo de Sabará, uma das três cidades mais importantes nesta época juntamente com as cidades de Ouro Preto e Serro.
No dia 16 de Julho (dia de Nossa Senhora do Carmo) de 1763, lançamento da Pedra Fundamental da Capela do Carmo no local denominado Morro da Cruz das Almas.

Detalhe da Portada
Igreja do Carmo – Sabará

O Mestre Tiago Moreira foi o responsável pela execução da obra. Em 1767 elas já estavam bem adiantadas. Entronização da imagem do Carmo.
Antônio Francisco “Aleijadinho” trabalhou nesta Igreja no período entre 1770 e 1783. Fez intervenção no projeto do Frontispício.

Detalhe do Frontão
Igreja do Carmo – Sabará

São atribuídos a ele: Coro; Púlpitos; Balaustrada que ficam diante dos altares laterais; Decoração na Portada e no Frontão; Imagens de São João da Cruz e São Simão Stock; Atlantes e Tribunas do Coro. Entre 1779 e 1781.

Balaustrada
Igreja do Carmo – Sabará

Não fez o projeto e a execução do Altar-mor porque cobrou muito caro, que ficou a cargo de Francisco Vieira Servas, que fez um excepcional trabalho de talha, carmelita fervoroso, deu um grande desconto para a Ordem, isso foi em 1806, teve a colaboração de Joaquim Fernandes Lobo.
O Forro da Nave tem pintura atribuída a Joaquim Gonçalves da Rocha. O tema é São Elias subindo aos céus em uma carruagem de fogo, entre 1812 e 1816. Também são dele a Pintura e Douramento da talha dos altares. Na Capela-mor as pinturas parietais descrevem os 10 Mandamentos que são de Joaquim também.
No Frontão o material utilizado foi Serpentinito, que é uma derivação mais simples de Pedra-sabão.

Detalhe do Frontão
Igreja do Carmo – Sabará

Na Nave tem um órgão do século XIX, que estão atribuindo a compra e depois doação a Ordem de Henrique Dumont (industrial, construtor, rico), pai de Alberto Santos Dumont, a família viveu um período em Sabará e também em Ouro Preto, onde Alberto estudou na UFOP.

Órgão – século XIX
Igreja do Carmo – Sabará

A Policromia só foi feita a partir de 1818.

Pintura no Forro do Coro
Igreja do Carmo – Sabará

Prédio de alvenaria.
Cemitério de 1846.

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